Juros médios para famílias disparam e rotativo atinge 438% ao ano em 2025, revela BC
© Marcello Casal JrAgência Brasil
Em Goiás, as famílias sentiram o peso do aumento dos juros ao longo de 2025, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC). As Estatísticas Monetárias e de Crédito apontam que a taxa média para as famílias alcançou 60,1% ao ano em dezembro, um salto de 7 pontos percentuais.
O cartão de crédito rotativo, conhecido por suas altas taxas, teve um papel importante nesse cenário. Embora tenha apresentado uma queda de 13,6 pontos percentuais no ano, a taxa média do rotativo ainda atingiu 438% ao ano. Mesmo com a medida de limitação dos juros do rotativo, em vigor desde janeiro de 2024, as taxas continuam elevadas, pois a medida visa reduzir o endividamento, mas não afeta a taxa de juros pactuada no momento da contratação do crédito. O crédito rotativo, utilizado quando o consumidor paga menos que o valor total da fatura, tem um prazo de 30 dias, após o qual a dívida é geralmente parcelada, elevando ainda mais os juros. O aumento dos juros no cartão de crédito parcelado foi de 17,9 pontos percentuais, chegando a 189% ao ano.
Outro ponto de destaque foi o aumento de 13,4 pontos percentuais nas contratações de crédito pessoal não consignado, que atingiram 116,8% ao ano.
Para as empresas, a taxa média ficou em 25% ao ano, com incrementos significativos em capital de giro de curto prazo (até 365 dias), que alcançou 50,3% ao ano, e em cheque especial, com uma taxa de 355,7% ao ano.
O aumento geral dos juros bancários acompanha a elevação da taxa básica de juros da economia, a Selic, mantida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O spread bancário, que mede a diferença entre o custo de captação e as taxas cobradas dos clientes, também aumentou, chegando a 21,4 pontos percentuais.
As concessões de crédito em 2025 totalizaram R$ 786,4 bilhões, um aumento de 9,1% em relação ao ano anterior, mas com uma desaceleração em comparação com o crescimento de 15,5% registrado em 2024.
A inadimplência também apresentou alta, com o índice para famílias atingindo 5%, um aumento de 1,5 pontos percentuais em relação ao ano anterior. O endividamento das famílias alcançou 49,8% em novembro, enquanto o comprometimento da renda ficou em 29,3%.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/juros-para-familias-sobem-para-601-ao-ano-em-2025
