Delegada recém-aprovada é presa em SP por suspeita de ligação com o PCC
© Polícia Civil-SP
Uma recém-aprovada em concurso público para o cargo de delegada da Polícia Civil de São Paulo, Layla Lima Ayub, foi presa nesta sexta-feira na capital paulista. A prisão ocorreu durante o período de estágio probatório da função, sob suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC), atuando na defesa de membros da organização criminosa.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que, embora empossada como delegada e em formação na Academia de Polícia, Layla participou de uma audiência de custódia no Pará como advogada, defendendo lideranças do PCC, o que configura uma prática ilegal.
Segundo o corregedor-geral da Polícia Civil de São Paulo, João Batista Palma Beolchi, “Essa prova [contra Layla] é robusta e já está produzindo efeitos. A prova diz respeito à participação dela em uma audiência de custódia, agindo como advogada no estado do Pará em uma audiência de custódia, mesmo após fazer curso como delegada de polícia”.
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, ressaltou que até o momento não havia nada que desabonasse a conduta de Layla. “Ela estava em estágio probatório. E em um primeiro momento, não havia nada que a desabonasse”, afirmou.
As investigações apontam ainda para um relacionamento amoroso entre Layla e um integrante do PCC em liberdade condicional, com quem ela foi presa em uma pensão na capital paulista.
A Polícia Civil, a Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo, o Ministério Público de São Paulo e o do Pará seguirão investigando a ligação de Layla com o PCC e a possibilidade de fraude no concurso público. O promotor Carlos Gaya esclareceu que “Não há qualquer indício de fraude em concurso. As investigações dão conta de que essa delegada, ainda atuando como advogada, passou a atuar em favor de lideranças do PCC no Pará e, nesse contexto, acabou sendo cooptada por um indivíduo específico e, ao que tudo indica, ela já trabalharia para os interesses da facção, mas como advogada. Mas tudo isso será apurado na investigação”.
O promotor complementou: “Ela, sendo advogada, foi cooptada no curso da atividade dela como advogada no Pará. Circunstancialmente, foi aprovada no concurso de delegada de polícia e isso seria um risco concreto para a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Mas ela logo foi identificada”.
Layla Lima Ayub foi presa temporariamente por 30 dias, prorrogáveis por mais 30, e responderá por lavagem de capitais e participação em organização criminosa.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-01/nao-ha-indicios-de-fraude-em-concurso-de-delegado-dizem-autoridades
