Peso da mochila escolar: Crer alerta para riscos e dá dicas para evitar problemas

mochilas pesadas

Crer orienta sobre riscos das mochilas pesadas

Com o retorno às aulas, o Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer) alerta pais, responsáveis e escolas sobre os riscos do peso excessivo das mochilas escolares para a saúde das crianças. Segundo o ortopedista Henrique do Carmo, o problema vai além do desconforto, podendo levar a dores musculares, sobrecarga nas articulações e desvios posturais, comprometendo o desenvolvimento da coluna vertebral a longo prazo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o peso da mochila não ultrapasse 10% do peso corporal da criança. O especialista do Crer, Henrique do Carmo, orienta que “o ideal é que a criança utilize sempre as duas alças, que devem ser ajustadas para manter a mochila bem próxima ao corpo, posicionada cerca de cinco centímetros acima da linha da cintura. Isso ajuda a distribuir melhor o peso e reduz a sobrecarga na coluna. Outro cuidado importante é orientar a criança a dobrar os joelhos ao pegar a mochila no chão, evitando se curvar”. A organização interna da mochila também é importante, com os itens mais pesados próximos às costas e a eliminação de materiais desnecessários.

Pais e responsáveis devem estar atentos a sinais de sobrecarga, como dores nas costas, ombros ou pescoço, marcas das alças, postura alterada e cansaço excessivo. Eduardo Carneiro, gerente de Reabilitação Física e Visual do Crer, afirma que esses são “indícios de que o sistema musculoesquelético está sobrecarregado”. O uso inadequado da mochila pode causar desvios posturais, dores musculares e comprometer o desenvolvimento infantil.

Mochilas de rodinhas podem ser uma alternativa, desde que a altura da haste seja ajustada corretamente e o peso seja monitorado. Para evitar problemas, o Crer recomenda verificar o peso da mochila, priorizar modelos com alças largas e acolchoadas, orientar o uso das duas alças, organizar o material escolar e dialogar com a escola sobre o uso de armários e recursos digitais.

Outros fatores na rotina escolar, como mobiliário inadequado, longos períodos sentados, postura incorreta ao escrever, uso excessivo de celulares e o sedentarismo também merecem atenção. “O foco do Crer é a educação em saúde e o cuidado centrado na criança, envolvendo família e escola. Percebemos que pequenas mudanças na rotina fazem grande diferença para o desenvolvimento saudável e evitam complicações futuras”, conclui Eduardo Carneiro.

Fonte e Fotos: Agência Cora de Notícias

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