Após ser proibido de transmitir missas, Padre Júlio denuncia conspiração contra ações da Pastoral de Rua
© Rovena Rosa/Agência Brasil
Em sua primeira celebração dominical após ser impedido pela Arquidiocese de São Paulo de transmitir missas online, o Padre Júlio Lancellotti denunciou, neste domingo, uma conspiração contra as ações da Pastoral de Rua, que presta assistência à população em situação de vulnerabilidade.
Durante a missa, Lancellotti ressaltou que, assim como existem aqueles que se unem em prol do bem, há também quem se articula para “conspirar” e “destilar o seu ódio” contra o trabalho da pastoral. Ele lamentou que os críticos desconheçam a história e a dedicação por trás das iniciativas sociais.
O padre convidou a todos para conhecerem de perto os trabalhos realizados no Centro Santa Dulce, na Casa Santa Virgínia e na Casa Nossa Senhora das Mercês. Enfatizou que a produção de 2 mil pães diários na padaria, mantida por doações, é distribuída em diversos locais e não recebe apoio financeiro do poder público ou de outras instituições. “É a boa vontade de todos”, afirmou.
Padre Júlio reafirmou seu compromisso com grupos marginalizados, incluindo moradores de rua, sem-terra, povos indígenas, negros, palestinos e mulheres. “Até o fim, nós estaremos com aqueles que lutam pela terra, pelos povos indígenas, pelas mulheres, pelos negros, por todos os que são discriminados, pela Palestina livre”, declarou, mesmo reconhecendo a possibilidade de enfrentar ataques e ferimentos. “Mesmo machucados e sangrando, nós amaremos até o fim”.
Apesar da proibição imposta pela Arquidiocese, a missa foi transmitida ao vivo pela Rede Jornalistas Livres, por meio do Instagram. A Agência Brasil procurou a Arquidiocese de São Paulo para comentar o caso, mas não obteve resposta.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-12/padre-julio-diz-que-ha-conspiracao-contra-trabalho-da-pastoral-de-rua
