Feminicídio em Rio Verde: Rildo Soares é condenado a 41 anos por assassinato, estupro e ocultação de cadáver de Elisângela Silva
Elisângela desapareceu ao sair para trabalhar na madrugada do dia 11 (Foto: reprodução)
Rildo Soares, 33 anos, foi sentenciado a 41 anos, 8 meses e 33 dias de prisão pelo Tribunal do Júri, em Rio Verde, pelo feminicídio de Elisângela Silva de Souza, de 26 anos. A decisão, proferida pelo juiz Cláudio Roberto Costa dos Santos Silva, destacou a “frieza, calculismo” e a forma como o réu tratou a vítima, “como um objeto”. Além da pena em regime fechado, Rildo deverá pagar R$ 100 mil de indenização à família de Elisângela.
Soares foi considerado culpado por homicídio qualificado, estupro, roubo e ocultação de cadáver. Elisângela desapareceu ao sair para trabalhar na madrugada do dia 11, sendo encontrada morta, seminua e com o rosto desfigurado. O próprio Rildo confessou o crime após se ferir com a mesma faca utilizada para ameaçar a vítima. A perícia confirmou o estupro, encontrando espermatozoides da vítima no colchão do acusado.
O juiz enfatizou a periculosidade do réu, ressaltando sua “agressividade e insensibilidade em relação à vida e integridade das vítimas”. Rildo já possuía histórico criminal e foi preso ao retornar à cena do crime para observar o trabalho da Polícia Técnico-Científica.
A justiça goiana busca agora, concluir os casos envolvendo Rildo Soares. Ele enfrentará mais dois júris na próxima semana, acusado de feminicídio e outros crimes contra outras duas vítimas. No dia 15, será julgado pelo assassinato de Monara Pires Gouveia de Moraes, 31 anos, crime que envolveu estupro, agressões e incêndio após uma discussão. No dia 16, o julgamento será pelo assassinato de Alexânia Hermógenes Carneiro, 40 anos, conhecida como Lessi, morta após uma discussão relacionada à compra de drogas. Em ambos os casos, Rildo responde por feminicídio triplamente qualificado, estupro e ocultação de cadáver.
