Polícia Civil de Goiás Combate Venda Ilegal de Emagrecedores em Goiânia
Polícia Civil deflagra operação contra venda ilegal de emagrecedores
A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), deflagrou uma operação na região noroeste de Goiânia, na última quarta-feira, com o objetivo de desarticular um esquema de comercialização irregular de medicamentos para emagrecimento. A ação, que cumpriu mandado de busca e apreensão domiciliar, visa apurar crimes contra a saúde pública.
As investigações foram iniciadas após denúncias de venda indiscriminada de emagrecedores, distribuídos em todo o Brasil e comercializados através de redes sociais. O monitoramento policial revelou que a residência investigada era utilizada como ponto de armazenamento e distribuição, atraindo consumidores com promessas de emagrecimento rápido, sem alertar para os riscos de dependência química.
Durante a operação, que contou com o apoio da Vigilância Sanitária Municipal de Goiânia, foi descoberta uma nova modalidade de venda de produtos irregulares de alto custo. As equipes apreenderam medicamentos sem registro, insumos para aplicação, documentação com indícios de falsificação e material publicitário.
Todo o material apreendido será periciado para identificar os fornecedores das substâncias ilícitas e a extensão da rede de clientes. A investigada foi intimada a prestar esclarecimentos na delegacia especializada.
A PCGO alerta que a venda de medicamentos sem registro nos órgãos competentes, de procedência ignorada ou manipulados sem as devidas condições sanitárias, configura crime hediondo contra a saúde pública, conforme o artigo 273 do Código Penal. A Decon/PCGO ressalta ainda que o consumo desses produtos representa um risco iminente à vida, devido à falta de garantia sobre a composição real das substâncias e suas condições de armazenamento.
A operação demonstra o compromisso das forças de segurança de Goiás em desarticular esquemas que lucram com a saúde da população e em retirar de circulação produtos nocivos à coletividade. As investigações continuam para identificar outros envolvidos na cadeia de distribuição.
Fonte e Fotos: Agência Cora de Notícias
