Pará Mais Sustentável: Projeto de R$ 81,2 Milhões Aprovado para Desenvolvimento de Baixo Carbono com Fundo Amazônia
© Prefeitura de São José do Xingu (MT)
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em colaboração com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Governo do Pará, anunciou a aprovação do projeto Pará Mais Sustentável, durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30). A iniciativa, orçada em R$ 81,2 milhões, será financiada com recursos do Fundo Amazônia e executada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas).
O projeto abrangerá 27 municípios nas Regiões de Integração do Baixo Amazonas e Xingu, representando 56% do território paraense, incluindo cidades como Alenquer, Altamira, Marabá e Santarém. As ações planejadas visam a regularização ambiental e fundiária, o estímulo à sociobioeconomia e o desenvolvimento socioeconômico de baixo carbono, com foco em pequenos agricultores familiares, comunidades quilombolas, cooperativas e associações produtivas ligadas à sociobiodiversidade. A duração prevista para a execução do projeto é de cinco anos.
De acordo com o BNDES, o projeto apoiará a inscrição e correção do Cadastro Ambiental Rural (CAR), a regularização fundiária de propriedades rurais e territórios quilombolas, e o fortalecimento de instituições públicas de assistência técnica e extensão rural, além de promover atividades produtivas sustentáveis. O suporte a bionegócios desenvolvidos por organizações socioprodutivas locais também está previsto, assim como capacitações, campanhas de sensibilização e feiras de negócios regionais. Unidades Demonstrativas de Referência Tecnológica serão implantadas para difundir soluções voltadas às cadeias da bioeconomia regional.
Espera-se que o projeto impulsione o número de CARs aptos à validação, avance na regularização fundiária de imóveis da agricultura familiar e territórios quilombolas, fortaleça a atuação de agentes públicos na área ambiental e amplie as cadeias da sociobiodiversidade, incentivando novos produtos, agregando valor e elevando a renda das comunidades.
A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, afirmou que o projeto “reúne regularização ambiental e fundiária, fortalecimento de órgãos públicos, assistência técnica e fomento a atividades produtivas sustentáveis. A iniciativa vai dinamizar e alavancar cadeias da sociobiodiversidade, ampliar a agregação de valor, estimular novos produtos e fortalecer a geração e manutenção de renda nas comunidades locais”.
O Fundo Amazônia, criado em 2008, é um mecanismo de cooperação internacional para o clima no Brasil, que combina proteção florestal, desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida na Amazônia Legal. Após a retomada das doações em 2023, o Fundo passou a contar com a União Europeia, Suíça, EUA, Reino Unido, Dinamarca, Noruega e Alemanha como doadores.
Campello ressaltou que “Estamos imprimindo uma nova velocidade ao Fundo Amazônia. A urgência climática e as demandas da região exigem ações em outra escala com impacto concreto no território. Saímos de uma média histórica de R$ 300 milhões por ano para R$ 1,2 bilhão, quatro vezes mais, com projetos estruturados e transformadores”.
Desde a sua criação, o Fundo Amazônia já beneficiou aproximadamente 260 mil pessoas, apoiou 144 projetos e fortaleceu mais de 600 organizações comunitárias na região, alcançando 75% dos municípios da Amazônia Legal e contratando R$ 1,6 bilhão adicionais entre 2023 e 2025. Os recursos do fundo são direcionados para o combate ao desmatamento, gestão territorial, fortalecimento institucional, bioeconomia, cadeias produtivas sustentáveis, proteção de povos indígenas e comunidades tradicionais, monitoramento, pesquisa e inovação ambiental.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-11/para-mais-sustentavel-tera-r-812-mi-do-fundo-amazonia
