Eco Invest Brasil foca na Amazônia e mira US$ 4 bilhões em capital privado na COP30

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© Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O programa Eco Invest Brasil, iniciativa do governo federal para atrair investimentos privados a projetos sustentáveis, lançou seu quarto edital com foco exclusivo na Amazônia. O anúncio foi feito em Belém, durante a COP30, com o objetivo de impulsionar a economia de baixo carbono no país.

Com um leilão previsto para o início de 2026, o programa busca mobilizar até US$ 4 bilhões através de um modelo de financiamento misto, unindo recursos públicos e privados. O capital catalítico, que considera tanto o retorno financeiro quanto o impacto social dos projetos, será um elemento chave para alavancar investimentos.

O Eco Invest Brasil é coordenado pelos ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Embaixada do Reino Unido, integrando o Plano de Transformação Ecológica.

Esta edição do programa priorizará projetos que promovam cadeias produtivas sustentáveis na Amazônia, com foco em pequenas empresas, cooperativas, comunidades tradicionais e produtores locais. Os setores prioritários incluem bioeconomia, turismo ecológico sustentável e infraestrutura habilitante, como energia renovável descentralizada e conectividade digital.

O Tesouro Nacional oferecerá empréstimos às instituições financeiras vencedoras a juros de 1% ao ano, exigindo que elas captem um volume de capital privado quatro vezes maior, com pelo menos 60% de origem estrangeira. Um incentivo adicional de 20% do valor levantado será destinado a assistência técnica e capacitação, especialmente para pequenos produtores.

O BID, em colaboração com o Banco Central, disponibilizará US$ 3,4 bilhões em derivativos para mitigar riscos cambiais. A expectativa do governo é mobilizar até US$ 1 bilhão em recursos públicos e US$ 3 bilhões em capital privado.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que o leilão demonstra que “a floresta em pé gera mais valor e mais oportunidades do que a devastação”. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ressaltou o potencial da iniciativa para fortalecer a sociobiodiversidade e o turismo sustentável, “criando oportunidades que gerem renda, inclusão e conservação da floresta”.

Criado na COP28 em 2023, o Eco Invest Brasil já realizou três leilões, mobilizando mais de R$ 75 bilhões, com R$ 46 bilhões provenientes de investidores estrangeiros. Para 2026, o governo planeja reduzir o ritmo dos leilões, priorizando o aprimoramento da governança dos projetos e a transparência dos resultados.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-11/cop30-quarto-leilao-do-eco-invest-tera-foco-exclusivo-na-amazonia