STF Julga Réus do Núcleo 3 da Trama Golpista: Defesas Apresentam Argumentos

Trama golpista: defesas de kids pretos iniciam sustentações no STF

© Joedson Alves/Agencia Brasil

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deu início à fase de alegações finais dos advogados de defesa dos dez réus que compõem o Núcleo 3, acusados de envolvimento em uma trama golpista supostamente liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A acusação, baseada em investigações da Polícia Federal e denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR), aponta para um plano de reversão do resultado das eleições presidenciais de 2022.

O grupo, formado por nove militares do Exército e um policial federal, enfrenta acusações que incluem organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, além de deterioração de patrimônio tombado.

Entre os réus estão o general Estevam Theophilo e outros militares como os coronéis Bernardo Romão Correa Netto e Fabrício Moreira de Bastos, além do policial federal Wladimir Matos Soares. Os acusados, conhecidos como “kids pretos” por integrarem as forças especiais do Exército, são apontados pela PGR como responsáveis pelo planejamento tático para a execução do plano golpista, que incluía o sequestro do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Durante a sessão, a defesa do general da reserva Estevam Theophilo solicitou sua absolvição, argumentando que ele não teve qualquer ligação com os eventos de 8 de janeiro de 2023, nem com o suposto plano de utilização dos “kids pretos” para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O advogado Diego Rodrigues Musy destacou que os encontros de Theóphilo com Bolsonaro, investigados pela Polícia Federal, ocorreram com o conhecimento do então comandante do Exército, Freire Gomes. “Essa reunião nunca teve algum tipo de excepcionalidade no convite. O general Freire Gomes relatou que, assim como Theóphilo, vários outros generais foram ao Alvorada durante ano [2022]”, afirmou o advogado.

Musy também enfatizou a ausência de provas que liguem o general a outros acusados na trama ou a qualquer participação em “movimentos de resistência contra as urnas” ou incitação contra os poderes. “Não há nos autos nenhuma mensagem, nenhuma prova ou comunicação. O general jamais esteve constando em nenhum documento desse processo e em nenhum dos atos executórios mencionados”, completou.

O julgamento prossegue com as sustentações dos demais réus. Pela manhã, a Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia manifestado o pedido de condenação dos acusados.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2025-11/trama-golpista-defesas-de-kids-pretos-iniciam-sustentacoes-no-stf

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