SUS ampliará acesso a remédio que alivia sofrimento de crianças com hemofilia

Crianças com hemofilia terão terapia menos invasiva pelo SUS

© Tomaz Silva/Agência Brasil

Em um anúncio feito no Hemocentro de Brasília, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que o governo federal planeja expandir, a partir do próximo mês, a oferta do medicamento Emicizumabe para crianças de até seis anos com hemofilia. Atualmente, o remédio já está disponível na rede pública para pacientes adultos.

A medida representa um alívio para mães como a brasiliense Joana Brauer, que tem dois filhos com hemofilia grave e acompanha o sofrimento deles durante o tratamento tradicional, que envolve repetidas infusões venosas do fator VIII. Segundo ela, “Meu filho é furado quatro vezes por semana”.

O Emicizumabe, ao contrário do tratamento convencional, é administrado via subcutânea, de forma menos invasiva e com menor frequência, uma vez por semana. O Ministério da Saúde argumenta que a nova terapia também contribui para a redução dos sangramentos. Joana Brauer, que também atua como ativista pelos direitos das pessoas com hemofilia, destaca que a ampliação do acesso ao medicamento trará “uma transformação imensurável”, facilitando a adesão ao tratamento e promovendo mais autonomia para as crianças e suas famílias.

Segundo a ativista, a decisão do ministério terá um impacto significativo na vida das mães, que representam a maioria dos cuidadores de crianças com hemofilia, muitas vezes precisando abrir mão de seus empregos para acompanhar os filhos ao Hemocentro. Ela ressalta ainda os benefícios para crianças com outras condições, como autismo ou neurodivergências, que podem apresentar dificuldades adicionais no acesso venoso.

O ministro Alexandre Padilha informou que encaminhará o pedido de ampliação do uso do Emicizumabe para a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Ele enfatizou que “A medicação já está no SUS para quem tem mais de seis anos, a partir do momento em que se identifica algum tipo de anticorpo inibidor do uso do fator VIII. Isso vai representar um avanço muito importante para as crianças e para as famílias.” Padilha também destacou o alto custo do tratamento, que poderia chegar a R$ 350 mil por ano se fosse pago pelas famílias, ressaltando o investimento do SUS para garantir dignidade e conforto para as crianças.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-10/criancas-com-hemofilia-terao-terapia-menos-invasiva-pelo-sus

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