Aava Santiago protocola representação contra Sargento Novandir no Conselho de Ética da Câmara

Aava Santiago protocola representação contra Sargento Novandir no Conselho de Ética da Câmara

Aava Santiago protocola representação contra Sargento Novandir no Conselho de Ética da Câmara

A vereadora Aava Santiago (PSDB) formalizou, nesta quarta-feira (10), uma representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, endereçada ao vereador Sargento Novandir (MDB). A ação judicializa uma série de condutas que, segundo a parlamentar, configuram quebra de decoro e intimidação, com a agravante de violência política de gênero.

Os episódios mais recentes ocorreram durante a 75ª sessão plenária, na última terça-feira (9). Na ocasião, Sargento Novandir insinuou que parlamentares da oposição teriam se ausentado para obstruir a votação de um projeto referente à prorrogação de contratos temporários da Educação. A vereadora Aava Santiago corrigiu a informação, visto que a proposta sequer estava na pauta, e, em resposta, o vereador a atacou verbalmente, afirmando que ela “não construiu nada e sequer trocou uma lâmpada na cidade”.

Em um momento de tensão, Novandir deixou seu assento, atravessou o plenário e sentou-se ao lado de Aava, em uma cadeira que não lhe pertencia, justamente enquanto ela discursava. Ele virou-se de costas para a transmissão da TV Câmara, impedindo o registro de seus gestos e murmurações, em uma aparente tentativa de desestabilizá-la. A conduta foi de tal forma intimidadora que o presidente em exercício, Anselmo Pereira (MDB), precisou suspender temporariamente a sessão. Em solidariedade, alguns vereadores, junto com Aava, se retiraram para discutir as medidas cabíveis.

No dia seguinte, quarta-feira (10), um novo incidente reforçou a denúncia. Durante o procedimento administrativo de assinatura da folha de frequência, Sargento Novandir voltou a confrontar Aava Santiago. O vereador exigiu que ela deixasse a cadeira na Mesa Diretora, afirmando que “iria ficar lá” e “iria esperá-la”. Ele se aproximou de forma agressiva, quase tocando fisicamente a parlamentar, que precisou gesticular para manter distância. A cena atraiu a atenção de outros vereadores e servidores presentes, tornando necessária, novamente, a intervenção do presidente da Câmara, Anselmo Pereira. As imagens do sistema de segurança foram requisitadas para instruir o processo.

A vereadora Aava Santiago enfatiza que a situação vai além de um desentendimento político comum. “O que aconteceu não foi um desentendimento político. Foi quebra de decoro e intimidação, com agravante de violência política de gênero. É tentativa de silenciar uma parlamentar no exercício de seu mandato. Isso não pode ser naturalizado, nem tolerado nesta Casa”, declarou. A parlamentar recorda que o comportamento de Novandir não é isolado, dado que ele acumula sete processos no Conselho de Ética por condutas semelhantes. Ela também pontua que, em manifestações anteriores, o vereador chegou a afirmar que Aava “iria reagir alegando que é porque é mulher”, o que, para ela, demonstra uma ação premeditada e direcionada à sua condição de gênero.

A vereadora destaca que a escalada dos ataques começou na semana anterior, quando ela o confrontou sobre a votação da taxa do lixo. Ela descreve uma recorrência de comportamentos de Novandir, que “se envolve repetidamente em polêmicas e condutas que configuram quebra de decoro sempre que se sente confrontado”, mencionando episódios como ele ter se vestido de palhaço ao votar a favor do aumento do IPTU. “Comigo, no entanto, não será assim: não aceitarei esse tipo de postura”, reforçou Aava.

A representação protocolada ressalta que as ações do vereador se agravam por configurarem violência política de gênero, em clara violação ao Código de Ética da Câmara e à Lei nº 14.192/2021, que estabelece medidas de combate a esse tipo de violência. O documento solicita a instauração de um processo disciplinar e a aplicação das penalidades previstas. Aava Santiago conclui: “Este Conselho tem a responsabilidade de mostrar que o decoro parlamentar é inviolável e que atitudes de perseguição e agressão não têm espaço em Goiânia.”

Fonte e Fotos: Câmara Municipal de Goiânia

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