Itamaraty condena ameaça dos EUA e Lula critica “conspiração” em meio a julgamento de Bolsonaro por golpe
© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O Ministério das Relações Exteriores manifestou, por meio de nota, seu repúdio à ameaça de sanções econômicas e ao possível uso da força contra a democracia brasileira, vindas dos Estados Unidos. A declaração surge em meio ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus, acusados de envolvimento em uma trama golpista.
O Itamaraty enfatizou que o governo brasileiro rejeita qualquer tipo de interferência externa na soberania nacional, ressaltando o dever dos Três Poderes da República em defender a democracia e respeitar a vontade popular expressa nas urnas, sem se deixar intimidar por tentativas de atentado à soberania.
A reação do governo brasileiro ocorre após declarações da secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, que, embora não tenha anunciado ações adicionais contra o Brasil, reiterou que a liberdade de expressão é uma prioridade para o governo dos EUA e que o presidente não hesitará em usar o poderio econômico e militar americano para protegê-la globalmente.
Em um discurso em Manaus, o presidente Lula criticou a atitude de pessoas que foram aos Estados Unidos “falar mal do Brasil e para condenar o Brasil”, em referência ao julgamento de Bolsonaro no STF. A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, também se manifestou, criticando o que chamou de “conspiração da família Bolsonaro contra o Brasil”, acusando o deputado federal Eduardo Bolsonaro de articular sanções dos EUA contra o país.
O STF retomou o julgamento de Jair Bolsonaro e dos demais réus envolvidos na trama golpista, com os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino já tendo votado pela condenação. A sessão foi suspensa e será retomada para os votos dos ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
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