BC veta compra do Banco Master pelo BRB

BC rejeita compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB)

© Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

O Banco Central (BC) vetou a aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), decisão que encerra a análise iniciada em março e representa a última etapa regulatória para a concretização da operação. A informação foi divulgada em comunicado do BRB aos investidores na noite de quarta-feira (3), enquanto o BC ainda não se manifestou oficialmente.

No comunicado, o BRB informou que foi notificado pelo Banco Central “sobre o indeferimento do requerimento protocolado em 28 de março de 2025, referente à aquisição de 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do Banco Master S.A.”. A instituição também declarou que solicitou acesso à íntegra da decisão para avaliar seus fundamentos e examinar as alternativas cabíveis.

O BRB reafirmou que “a transação representa uma oportunidade estratégica com potencial de geração de valor para o BRB, seus clientes, o Distrito Federal e o Sistema Financeiro Nacional” e que manterá acionistas e o mercado informados sobre os próximos passos.

Há cerca de dez dias, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, sancionou uma lei distrital, aprovada pela Câmara Legislativa do DF, que autorizava o BRB a adquirir as ações do Banco Master, visando ampliar a presença do BRB no mercado financeiro. Desde o anúncio da intenção de compra, as ações do BRB tiveram uma valorização de aproximadamente 23% na B3.

A transação, avaliada em R$ 2 bilhões, gerou controvérsia devido à política agressiva do Banco Master na captação de recursos, oferecendo rendimentos de até 140% do CDI, o que levanta preocupações sobre sua saúde financeira, intensificadas pela ausência do balanço de dezembro do ano anterior. Além disso, o banco enfrentou dificuldades em uma recente emissão de títulos em dólares e teve suas operações com precatórios questionadas.

Em um cenário recente, o BTG Pactual chegou a oferecer R$ 1 para assumir o controle do Master e seu passivo, buscando cobertura das dívidas através do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). No entanto, a falta de consenso entre os bancos que contribuem para o FGC impediu a conclusão do negócio.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-09/bc-rejeita-compra-do-master-pelo-banco-de-brasilia-brb

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