Planos de Saúde Abatem Dívidas do SUS com Atendimento a Pacientes a partir de Agosto
A partir de agosto, moradores de Goiás que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão se beneficiar de uma nova medida que visa agilizar o acesso a consultas e procedimentos especializados. Planos de saúde terão a oportunidade de abater dívidas de ressarcimento ao SUS prestando atendimento a pacientes da rede pública, em áreas com grande demanda como oncologia, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia, cardiologia e ginecologia.
A iniciativa, parte do programa “Agora Tem Especialistas”, foi oficializada pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A expectativa inicial é que R$ 750 milhões em dívidas de operadoras privadas sejam convertidos em consultas, exames e cirurgias.
Essas dívidas surgem quando beneficiários de planos de saúde utilizam serviços do SUS que estão cobertos em seus planos. A conversão dos valores em atendimentos será negociada com a ANS ou com a Procuradoria-Geral Federal, no caso de dívidas ativas. Para participar, os planos de saúde precisarão realizar mais de 100 mil atendimentos por mês, com um valor mínimo de R$ 50 mil para planos de menor porte.
“É a primeira vez na história do SUS que implementamos um mecanismo como este. As dívidas, que antes iam para o Fundo Nacional de Saúde, mas não se convertiam em atendimento, agora viraram ações concretas para reduzir filas e dar dignidade a quem mais precisa”, declarou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Integração de Dados para Pacientes Goianos:
Em outra frente, o Ministério da Saúde anunciou que os dados de atendimentos realizados tanto na rede pública quanto na rede suplementar serão integrados na Rede Nacional de Dados em Saúde. A partir de outubro, pacientes poderão acessar seu histórico clínico completo, incluindo exames, prescrições, diagnósticos e tratamentos realizados no SUS e em hospitais, clínicas e laboratórios conveniados aos planos de saúde, através do aplicativo “Meu SUS Digital”.
A integração, que ocorrerá em etapas, visa evitar a repetição de exames, reduzir custos e melhorar a qualidade dos diagnósticos e tratamentos. A expectativa é que o volume de registros na Rede Nacional de Dados em Saúde salte dos atuais 2,8 bilhões para mais de 5,3 bilhões.
