Caiado defende candidaturas múltiplas da direita em 2026 para derrotar o governo atual

Caiado defende candidaturas múltiplas da direita em 2026 para derrotar o governo atual

Em um cenário político já aquecido para as eleições de 2026, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), defendeu uma estratégia ousada para a direita superar o governo atual. Durante sua participação na Expert XP 2024, em São Paulo, Caiado propôs a união de forças com candidaturas diversas no primeiro turno, convergindo para um único nome no segundo.

“Quando se lança um único candidato no primeiro turno, o PT tem a oportunidade de usar a máquina pública para ‘destruir’ essa pessoa”, alertou Caiado, respondendo a uma pergunta do diretor institucional da XP, Rafael Furlanetti. Ele acredita que a diversificação de candidaturas dilui o poder de ataque e aumenta as chances de a direita chegar ao segundo turno unida. “Quando somos três candidatos, por exemplo, não dá para atingir todos ao mesmo tempo. E, no final, um de nós vai chegar ao segundo turno – e todos os outros estarão juntos”, afirmou.

Caiado, que lançou sua pré-candidatura em abril, conclamou os eleitores a confiarem na capacidade da direita de “fazer política” e “governar”. “Governamos nossos estados com diálogo e responsabilidade”, acrescentou, ressaltando a experiência administrativa como um trunfo.

O governador goiano também criticou a gestão Lula, alegando que ela prioriza “fofoca e politicagem” em vez de enfrentar os problemas cruciais da segurança pública, saúde e educação. Ele ainda se juntou a outros governadores presentes no evento, como Ratinho Júnior (Paraná) e Tarcísio de Freitas (São Paulo), para questionar a eficiência das negociações diplomáticas do Brasil com os Estados Unidos sobre tarifas.

Além disso, Caiado manifestou preocupação com o atual sistema político brasileiro, alegando uma “deformação” do presidencialismo devido à crescente influência das emendas impositivas no Congresso. “A preocupação hoje é saber quanto cada um tem de emenda impositiva […] Houve uma deformação. Não temos mais um verdadeiro presidencialismo. Essa é a verdade”, avaliou, expressando receio de que essa dinâmica afete negativamente estados e municípios.

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