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Lula foi reeleito presidente da República neste domingo (25), após derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026. A vitória garantiu ao petista seu quarto mandato e estabeleceu marcas inéditas na disputa presidencial brasileira, incluindo a maior votação nominal já registrada para o cargo.

Com 99,99% das seções eleitorais totalizadas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 51,78% dos votos válidos, ultrapassando 64,2 milhões de votos. Flávio Bolsonaro recebeu 48,22%, cerca de 59,8 milhões. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconheceu matematicamente a reeleição às 21h08, e a posse está prevista para 5 de janeiro de 2027.

Goiás deu vantagem a Flávio

Apesar da vitória nacional de Lula, o resultado em Goiás foi favorável ao candidato do PL. Com todas as urnas apuradas no estado, Flávio Bolsonaro conquistou 59,66% dos votos válidos, equivalentes a 2.345.334 votos, enquanto o presidente reeleito recebeu 40,34%, ou 1.585.555 votos.

Em Goiânia, o senador também terminou à frente, com 62,64%, contra 37,36% de Lula. Na capital, a diferença entre os candidatos chegou a 203.524 votos, segundo os dados da Justiça Eleitoral.

Recordes marcaram o segundo turno

Um dos resultados inéditos foi a reversão da liderança entre as duas etapas da eleição. Flávio Bolsonaro havia vencido o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula registrou 45,16%. Desde a implantação do atual sistema de dois turnos para presidente, nenhum candidato que terminou a primeira votação em segundo lugar havia conseguido vencer a disputa final.

Lula também superou sua própria marca de votação, estabelecida em 2022, quando recebeu 60.345.999 votos contra Jair Bolsonaro. Com mais de 64 milhões de votos em 2026, tornou-se novamente o candidato à Presidência com o maior número absoluto de votos na história do país. O petista acumula vitórias nas eleições de 2002, 2006, 2022 e 2026, sendo o primeiro brasileiro eleito quatro vezes diretamente para o cargo.

O comparecimento eleitoral também apresentou números relevantes. A abstenção recuou de 21,08% no primeiro turno para aproximadamente 19,22% no segundo, o menor percentual registrado nessa etapa em duas décadas. Os votos brancos e nulos, somados, corresponderam a 3,24% da votação, atingindo o menor patamar deste século.

A votação ainda teve uma decisão excepcional do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Cristiano Zanin autorizou a extensão do funcionamento das seções que permaneciam abertas até as 19h, após reclamações sobre dificuldades de transporte de eleitores. A campanha de Flávio Bolsonaro também solicitou a ampliação do horário, alegando problemas provocados pelas chuvas em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul. 

Redação Extra News Goiás
Redação Extra News Goiás

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