Prorrogação da votação teve baixa procura e frustração de eleitores

© Rafael Cardoso/Agência Brasil

A prorrogação do horário de votação levou eleitores a procurar seções que já tinham encerrado o atendimento, mesmo com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para estender o funcionamento até as 19h. Em vários locais, os portões permaneceram fechados e os mesários só receberam a orientação depois de concluir os procedimentos eleitorais.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou, quase uma hora após a determinação, que a extensão valeria para as seções que ainda não tinham encerrado a votação. Com isso, a medida não reabriu locais que já haviam fechado as urnas.

Prorrogação do horário confundiu eleitores

Em Brasília, Bruna Lourenço presidia uma seção na Escola Classe 108, em Samambaia Sul. Segundo ela, a escola fechou às 17h, após a passagem do coordenador, e a equipe só soube da decisão depois da finalização. “As informações demoraram muito a chegar. Então, a gente ficou meio perdido, entendeu?”, relatou.

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) informou que as urnas foram encerradas às 17h antes de a orientação sobre o novo horário chegar aos mesários e presidentes de seção.

Em São Paulo, a seção 309 da 6ª Zona Eleitoral ficou aberta até as 19h. O mesário voluntário Lucas Suassuna disse que recebeu o aviso para não fechar às 17h e, por volta das 17h10, foi orientado a permanecer no local. Segundo ele, entraram “no máximo, umas três ou quatro pessoas” depois da prorrogação.

Eleitores receberam declaração de comparecimento

No Colégio Pensi, no Flamengo, no Rio de Janeiro, pelo menos sete pessoas chegaram depois das 17h, quando os portões foram fechados. Elas receberam uma Declaração de Comparecimento sem Voto, assinada pelo presidente da seção para registrar que estiveram no local, mas não conseguiram votar.

A contadora Manuela Tunas viajou do Uruguai para votar e chegou ao Rio após um atraso no voo. “Eu consegui chegar até aqui a tempo para tentar votar, já que eles prorrogaram. Mas, eu não consegui”, afirmou.

Em Campinas, a advogada Amanda Vitorino percorreu as escolas Professora Maria Julieta de Godói Cartezani, Tancredo Neves e Matinde Azevedo Egídio Setúbal. Ela encontrou locais fechados e pessoas impedidas de votar. “Eu fui nas escolas para registrar o impacto da decisão tardia, pois na prática nao houve prorrogação”, defendeu.

Quando os mesários encerram a seção, eles finalizam as urnas, imprimem os boletins, preenchem a ata e entregam a mídia eleitoral. Depois dessa sequência, a reabertura não era possível, segundo os relatos apresentados.

Créditos da imagem: © Rafael Cardoso/Agência Brasil


Com informações da Agência Brasil

Redação Extra News Goiás
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