Fiocruz aponta alta de vírus respiratórios no país em boletim semanal
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Vírus respiratórios como rinovírus, metapneumovírus e Sars-CoV-2 apresentam tendência de crescimento no país, segundo o boletim semanal InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O documento foi divulgado em 8 e aponta que os novos registros semanais de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada pela covid-19 permanecem baixos no nível nacional.
O levantamento também identificou um sinal de retomada entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Nas demais faixas etárias, os casos ficaram estáveis. A Fiocruz recomenda que o público prioritário verifique a situação da vacinação contra a covid-19 e afirma: “No caso das gestantes, é fundamental também se vacinar contra o Virus Sincicial Respiratório [VSR]”.
Estados concentram sinais de crescimento
Alagoas, Roraima e Sergipe registraram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco nas duas semanas analisadas, com indícios de aumento na tendência das seis semanas anteriores. O avanço ocorre principalmente entre crianças e adolescentes.
Em Alagoas e Sergipe, o crescimento está associado ao metapneumovírus. Para Roraima, o boletim informa que ainda não existem dados suficientes para apontar qual vírus está relacionado aos casos.
Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina também apresentaram incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco. Nesses estados, porém, não houve sinal de crescimento na tendência de longo prazo.
Cinco capitais aparecem na mesma faixa de atividade nas duas semanas avaliadas: Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória.
Boletim acompanha a circulação viral
O InfoGripe é um boletim semanal da Fiocruz que reúne informações sobre SRAG por vírus, faixas etárias, estados e capitais. A análise permite acompanhar a evolução dos registros e diferenciar tendências de alta, estabilidade ou queda.
O boletim indica redução dos casos de SRAG por VSR e influenza B. As hospitalizações por influenza A permanecem estáveis e em níveis baixos de incidência.
Nas oito semanas epidemiológicas analisadas, a incidência média semanal teve maior impacto entre crianças de até 2 anos. Já a mortalidade atingiu principalmente a população com 65 anos ou mais.
Créditos da imagem: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc
Com informações da Agência Brasil
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