Ministro da Educação vai pedir à PF investigação de ameaças contra universidades federais
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Leonardo Barchini, ministro da Educação, afirmou à Agência Brasil que pedirá à Polícia Federal uma apuração sobre ameaças dirigidas a universidades federais. Segundo ele, existe “uma preocupação grande de que essa violência escale”.
A solicitação será encaminhada à Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal. O anúncio ocorreu após a visita de Barchini à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), atingida por um incêndio com prejuízo estimado em R$ 100 milhões. A PF já instaurou inquérito para investigar as causas do incêndio, mas o ministro disse que as mensagens ameaçadoras serão tratadas em uma frente específica.
Ameaças em universidades federais foram relatadas
A Universidade Federal Fluminense (UFF) comunicou, em nota, que recebeu denúncias de ameaças no dia 8. De acordo com a instituição, os conteúdos circularam em aplicativos de mensagens e redes sociais.
As mensagens mencionavam a possibilidade de incendiar a universidade e agredir estudantes durante atos políticos. A Polícia Federal também foi acionada para analisar o caso da UFF.
O ministro declarou que a pasta costuma recorrer à diretoria especializada quando identifica situações de risco. Ele citou o monitoramento das redes sociais e os relatos recebidos de estudantes, reitores e professores. Barchini também afirmou: “A universidade é um ambiente plural, um ambiente de manifestação política também”.
As apurações seguem frentes distintas
O inquérito sobre o incêndio na UFPE e a investigação das ameaças nas redes sociais são procedimentos separados, conforme explicou o ministro. A diretoria da PF mencionada pelo governo atua junto ao Ministério da Educação em ocorrências de ameaças relacionadas à rede escolar e às universidades.
Barchini disse à Agência Brasil: “Nós acionamos a Polícia Federal, que já instaurou inquérito sobre o incêndio em Pernambuco.” Após os relatos identificados nas plataformas digitais, ele informou que a pasta acionará a área de crimes cibernéticos para examinar esse conteúdo.
A visita à UFPE ocorreu depois do incêndio que atingiu a universidade. O reitor estimou em R$ 100 milhões o prejuízo causado pelo episódio.
Créditos da imagem: © Marcelo Camargo/Agência Brasil
Com informações da Agência Brasil
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