Ministério da Saúde orienta pacientes com doenças crônicas a reduzir riscos no tratamento
© Marcello Casal jr/Agência Brasil
A segurança do paciente com doenças crônicas deve começar pela participação nas decisões e pela compreensão do plano de cuidado, segundo orientação do Ministério da Saúde. A recomendação foi divulgada no Dia Mundial da Segurança do Paciente, lembrado na quinta-feira (17), com o tema “Cuidado seguro para doenças não transmissíveis”.
Durante o atendimento, o paciente ou um familiar deve perguntar sobre a finalidade do tratamento, os medicamentos indicados, as reações que exigem atenção, o momento do retorno e o local onde buscar ajuda se houver piora.
Segurança do paciente depende de acompanhamento
O ministério recomenda que o paciente vá à consulta, sempre que possível, com alguém de confiança. A medida é indicada principalmente quando há dificuldade para compreender ou memorizar as orientações. Registrar as informações recebidas também pode ajudar na continuidade do cuidado. “Anotar as principais informações recebidas ajuda a manter a continuidade do cuidado”.
O acompanhamento regular permite avaliar a evolução da condição de saúde, ajustar o tratamento quando necessário e organizar o atendimento entre diferentes serviços. Se ocorrer uma piora repentina ou uma emergência, a orientação é procurar atendimento imediatamente ou ligar para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pelo telefone 192.
Quando houver dúvida durante a consulta, o paciente deve pedir uma nova explicação. “Se alguma informação não estiver clara, é importante pedir que o profissional explique novamente, em linguagem simples”, reforçou o Ministério da Saúde.
Doenças crônicas exigem cuidado contínuo
As doenças não transmissíveis, também chamadas de doenças crônicas, são condições de longa duração, como doenças cardiovasculares, cânceres, diabetes e doenças respiratórias crônicas. Elas podem atingir pessoas de todas as idades e costumam exigir acompanhamento ao longo da vida.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que essas enfermidades afetam bilhões de pessoas e respondem por 74% das mortes no planeta. Para a organização, o enfrentamento do problema é uma prioridade global, com ações de prevenção, manejo prolongado e acesso a cuidados seguros e de qualidade.
A segurança em saúde envolve etapas como prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, cuidados paliativos e autocuidado. A abordagem também aparece na declaração política das Nações Unidas sobre doenças não transmissíveis e saúde mental, que defende o fortalecimento da prevenção e do acompanhamento de longo prazo.
Créditos da imagem: © Marcello Casal jr/Agência Brasil
Com informações da Agência Brasil
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