Lula cria quatro reservas de desenvolvimento sustentável no Amazonas
© Fabíola Sinimbú /Agência Brasil
As reservas de desenvolvimento sustentável no Amazonas passam a incluir quatro áreas criadas por decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida protege a biodiversidade e os modos de vida agroextrativistas das populações que vivem nesses territórios.
As unidades são Tupana Igapó-Açu I, em Borba; Tupana Igapó-Açu II, em Beruri e Tapauá; Canaã, em Careiro e Arautazes; e Mirari, em Humaitá. Juntas, elas abrangem cerca de 669 mil hectares.
Recursos apoiam comunidades quilombolas
O mesmo evento destinou R$ 50,5 milhões do Fundo Amazônia, em recursos não reembolsáveis, ao projeto Naturezas Quilombolas. A iniciativa deverá apoiar a gestão territorial e ambiental de comunidades quilombolas na Amazônia Legal, com previsão de elaborar e implementar planos de gestão em mais de 16 territórios.
A Fundação Guamá será responsável pela execução do projeto, que tem prazo de 60 meses. A cerimônia ocorreu em alusão ao Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro.
Reservas de desenvolvimento sustentável permitem uso controlado
A categoria de unidade de conservação criada no Amazonas permite que os moradores utilizem recursos naturais de forma sustentável. A proteção busca manter a biodiversidade e os modos de vida das populações agroextrativistas que vivem nas áreas.
Lula também assinou decreto que acrescentou 7.192 hectares ao Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí. Com a ampliação, a unidade passou a totalizar 13.502 hectares. Em discurso, o presidente relacionou a preservação ao potencial econômico do turismo e afirmou: “[A sociedade] vai ter o dinheiro suficiente para justificar que a floresta em pé é mais rentável que uma floresta derrubada ou queimada”.
O Serviço Florestal Brasileiro assinou contratos de concessão das Unidades de Manejo Florestal II e III da Floresta Nacional (Flona) de Humaitá, no Amazonas. Os acordos têm prazo de 40 anos e abrangem 162,7 mil hectares. Com eles, as três unidades da Flona de Humaitá somam 200,9 mil hectares sob manejo sustentável.
A concessão florestal formaliza o uso de uma área pública para atividades de manejo sustentável, conforme as regras do contrato. No caso da Flona, os acordos tratam das unidades destinadas a esse tipo de exploração dentro da área protegida.
Créditos da imagem: © Fabíola Sinimbú /Agência Brasil
Com informações da Agência Brasil
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