Laudo pericial descarta suicídio e aponta segunda pessoa na morte da policial Gisele em São Paulo
© Gisele Alves Santana/ Instagram
A morte de Gisele Alves Santana foi considerada incompatível com suicídio em laudo complementar do Instituto de Criminalística de São Paulo, assinado em 1º de setembro. O documento também apontou a participação de uma segunda pessoa, com base nos vestígios analisados.
A soldado da Polícia Militar foi encontrada com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento onde vivia com o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Ele estava no imóvel, acionou o socorro e informou o caso como suicídio. Depois, o registro passou a tratar a ocorrência como morte suspeita.
O processo terá novo interrogatório
Geraldo é réu por feminicídio e foi preso em 18 de março, em São José dos Campos (SP). Ele permanece detido no Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista. A família de Gisele contestou a versão de suicídio desde o início.
Uma nova audiência está prevista para terça-feira (8), quando o acusado deverá ser interrogado. Segundo o advogado da família, José Miguel Silva Junior, Geraldo nega o assassinato, mas essa versão está isolada no processo.
Em entrevista à Agência Brasil, o advogado afirmou: “Desde o início, nós sempre trabalhamos com essa vertente [de feminicídio].” Ele também disse que laudos anteriores já afastavam a hipótese de suicídio.
Morte de Gisele reúne outros vestígios
O laudo complementar analisou padrões de manchas de sangue e outros elementos encontrados no apartamento. O documento registra: “A hipótese de intervenção de segunda pessoa resistiu ao confronto com a totalidade dos elementos objetivos examinados”.
Laudos necroscópicos do Instituto Médico Legal (IML), produzidos no começo da investigação, apontaram lesões contundentes na face e na região cervical. Os registros descrevem pressão digital e escoriação compatível com marca provocada por unha.
Uma testemunha que morava perto afirmou ter ouvido o disparo às 7h28. O tenente-coronel comunicou a ocorrência ao Centro de Operações da Polícia Militar às 7h57, quase meia hora depois.
O laudo complementar é um documento técnico elaborado durante a investigação para reavaliar vestígios e responder a questionamentos apresentados pelas partes. Ele pode complementar análises anteriores, como exames do local e necropsias, sem substituir as demais peças do processo.
O advogado também citou uma fotografia feita por socorristas em que Gisele aparece com a arma na mão. De acordo com ele, três policiais foram ao apartamento para fazer uma limpeza horas depois da ocorrência; os depoimentos delas confirmaram a ida ao local.
Créditos da imagem: © Gisele Alves Santana/ Instagram
Com informações da Agência Brasil
O Extra News Goiás é um portal de notícias regional, no ar desde 2015, comprometido com um jornalismo ágil, claro e confiável. Cobrimos política, cidades, eventos, coluna social e tecnologia em Goiás. Todo o conteúdo é curado e revisado pela Agência Fourp's Marketing para levar até você informação de qualidade com a agilidade que o seu dia exige.
Sobre o Extra News Goiás →