Rio soma prejuízo de R$ 69 milhões com fios de cobre furtados em cinco anos
© Marcello Casal JrAgência Brasil
O furto de fios de cobre no Rio de Janeiro provocou prejuízo superior a R$ 69 milhões aos cofres públicos municipais entre 2021 e 2025, segundo registros da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) e da RioLuz. Para enfrentar esse tipo de ocorrência, as forças de segurança e a prefeitura iniciaram uma operação voltada a ferros-velhos.
A primeira ação do Núcleo Integrado de Combate a Furtos e Receptação de Cabos e Fiação de Cobre ocorreu na quarta-feira (2). As equipes estiveram na Rua Alzira Valdetaro, no bairro do Sampaio, na zona norte, e também na Avenida Marechal Rondon, sob o Viaduto Armando Coelho de Freitas.
Medidas em ferros-velhos
Na Rua Alzira Valdetaro, dois ferros-velhos foram desapropriados. A área será usada no planejamento urbano para a instalação de políticas públicas com foco na regularização ambiental e urbanística.
Na Avenida Marechal Rondon, os agentes demoliram uma estrutura usada ilegalmente como ferro-velho. A operação busca reduzir furtos de cabos usados em semáforos, placas de sinalização, iluminação pública e rede elétrica.
O secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior, afirmou: “O combate também foca no receptador, para desestruturar essa cadeia logística criminosa”.
O subprefeito da zona norte, Douglas Araújo, disse, durante a ação, que o problema atinge o trânsito e a população do Grande Méier. Ele afirmou: “A região do Grande Méier vem sofrendo com o furto de cabos, problema que afeta não só o trânsito, mas toda a população.”
Furto de fios de cobre
A CET-Rio, responsável pela instalação dos sinais de trânsito, registrou o furto de quase 500 quilômetros de cabos de semáforo no período de 2021 a 2025. O prejuízo calculado pela companhia foi de R$ 27 milhões.
A RioLuz, responsável pela iluminação pública, contabilizou mais de 1,8 quilômetro de cabos de cobre retirados da rede elétrica. Nesse caso, o prejuízo informado foi de R$ 42 milhões.
O receptador é quem recebe ou compra o material levado por terceiros. Por isso, a operação não se limita aos pontos onde os cabos são retirados: também procura interromper os locais usados para receber e comercializar o cobre.
Créditos da imagem: © Marcello Casal JrAgência Brasil
Com informações da Agência Brasil
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