Relatório da Secretaria da Economia aponta superávit de R$ 710 milhões no segundo bimestre em Goiás
O superávit fiscal em Goiás alcançou R$ 710 milhões no período correspondente ao segundo bimestre de 2026, segundo relatório apresentado pela Secretaria de Estado da Economia de Goiás. O valor resulta da diferença entre a receita líquida realizada e a despesa liquidada.
Os dados foram divulgados em audiência pública realizada em 26 de agosto, na Sala das Comissões Júlio da Retífica, pela Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). A secretária Renata Lacerda Noleto apresentou a prestação de contas do primeiro quadrimestre de 2026. No terceiro bimestre, o Estado registrou superávit orçamentário de R$ 420 milhões, conforme o documento.
As receitas e despesas do período
A receita bruta total somou R$ 22,89 bilhões, enquanto a receita total líquida ficou em R$ 16,33 bilhões. Repasses e deduções consumiram quase R$ 7 bilhões, o equivalente a 28% da arrecadação bruta. No segundo bimestre, a receita líquida realizada foi de R$ 16,33 bilhões, ante R$ 15,62 bilhões em despesas liquidadas.
A receita corrente líquida chegou a R$ 46,18 bilhões acumulados em 12 meses. Entre as despesas por função, a previdência social teve R$ 3,26 bilhões, seguida por educação, com R$ 2,72 bilhões; saúde, com R$ 2,16 bilhões; segurança pública, com R$ 1,68 bilhão; dívidas do Estado, com R$ 1,02 bilhão; assistência e habitação, com R$ 400 milhões; e transporte e infraestrutura, com R$ 290 milhões.
O gasto previdenciário do Tesouro Estadual alcançou R$ 2,67 bilhões entre janeiro e abril. O montante corresponde a cerca de 33% dos R$ 8 bilhões projetados para cobrir o déficit previdenciário ao longo de 2026.
O superávit fiscal em Goiás orienta os limites
Na saúde, a aplicação das receitas ficou em 15,89%, acima do piso constitucional de 12%. A educação registrou 22,98%, abaixo do percentual anual de 25%. A Secretaria da Economia informou que a verificação definitiva desses índices ocorre no encerramento do exercício financeiro.
A dívida consolidada líquida correspondeu a 32,48% da receita corrente líquida, diante de um limite legal de 200%. As despesas com pessoal do Poder Executivo chegaram a 42,28% do orçamento até o segundo bimestre. Considerados Judiciário, Legislativo, tribunais de contas e Ministério Público, o total foi de R$ 23,27 bilhões, equivalente a 50,41% da receita.
A audiência pública é uma reunião em que o governo apresenta dados da execução das receitas e despesas ao Legislativo. O formato permite que os parlamentares questionem os responsáveis pelas contas e acompanhem o cumprimento dos limites previstos.
Questionada sobre a dívida, Renata afirmou durante a audiência: “A dívida consolidada do Estado, em 2018, era de R$ 19,6 bi e, hoje, está em R$ 28,5 bi, um crescimento nominal de 45%.” Segundo a secretária, o débito com a União passou de R$ 8,9 bilhões para R$ 21,1 bilhões por causa do refinanciamento do Regime de Recuperação Fiscal.
A apresentação foi transmitida pela TV Assembleia Legislativa e está disponível em https://www.youtube.com/watch?v=5VIwRgEXvI0&t=482s.
Créditos da imagem: Crédito: Sérgio Rocha
Com informações da Assembleia Legislativa de Goiás
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