INSS recusa mais de 4 milhões de benefícios no primeiro semestre em Goiás
INSS indefere 51% dos pedidos de benefícios no primeiro semestre; saiba o fazer após negativa
Segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) devem redobrar a atenção ao receberem uma negativa em seus pedidos de benefício. Conforme alerta o advogado Márcio Coelho, a rejeição inicial nem sempre significa a ausência de direito, sendo crucial investigar o motivo do indeferimento.
Essa cautela se torna ainda mais relevante considerando o cenário recente. Mais da metade dos requerimentos analisados pelo órgão no primeiro semestre de 2026 foram indeferidos, totalizando cerca de 4,3 milhões de solicitações negadas, em contraste com aproximadamente 4,2 milhões aprovadas. Os dados foram divulgados pelo próprio INSS na última segunda-feira (17).
Recorde de análises, mas com ressalvas
Apesar do alto número de recusas, o INSS registrou em julho o maior volume de análises em sua trajetória, com 1,658 milhão de processos concluídos. Essa marca superou o recorde anterior de 1,626 milhão registrado em março. O estoque de processos que aguardavam decisão há mais de 45 dias apresentou uma queda significativa de 80%, passando de 1,882 milhão em janeiro para 374 mil em julho. A autarquia garante que o aumento de negativas não está atrelado à agilidade nas avaliações.
Principais motivos para o indeferimento
Os indeferimentos ocorrem quando o segurado não atende aos requisitos necessários ou deixa de cumprir exigências durante a análise, como a apresentação de documentos. Em julho, a principal razão para a não concessão de benefícios por incapacidade foi a não comprovação da incapacidade pela perícia médica. Para o Benefício de Prestação Continuada (BPC), a causa mais comum foi o não atendimento ao critério de deficiência. Já para pensões, a falta de comprovação de dependência foi o principal entrave, e nas aposentadorias, questões ligadas a legislações específicas foram frequentemente citadas.
Como funciona o recurso administrativo
Um recurso administrativo é o procedimento pelo qual um cidadão pode solicitar que um órgão público, como o INSS, reveja uma decisão já tomada, como a negativa de um benefício. O objetivo é permitir que a própria administração reavalie a questão, considerando novos documentos ou argumentos apresentados. Essa etapa pode reverter o indeferimento sem a necessidade de buscar a via judicial.
Diante de uma negativa do INSS, o segurado tem um prazo de 30 dias para apresentar um recurso administrativo, solicitando uma nova análise da decisão. O advogado Márcio Coelho ressalta que essa não é uma formalidade simples, e que é preciso atacar o motivo da negativa: “Recorrer não é simplesmente dizer que não concorda com a decisão. É preciso atacar o motivo da negativa. Cada benefício tem seus próprios requisitos.” Ele acrescenta que, em situações mais complexas, especialmente aquelas envolvendo incapacidade para o trabalho ou comprovação de dependência, a consulta a um profissional especializado pode ser determinante para definir a melhor estratégia.
O especialista Márcio Coelho enfatiza que “cada negativa precisa ser analisada individualmente. O mais importante é não perder prazo e não desistir de um direito simplesmente porque o primeiro pedido foi negado.” A carta de decisão do INSS, ao detalhar a razão da recusa, fornece informações essenciais para que o segurado avalie se houve falha na documentação ou se argumentos não foram devidamente considerados.
Fonte e Fotos: ROTA JURÍDICA
https://www.rotajuridica.com.br/inss-indefere-51-dos-pedidos-de-beneficios-no-primeiro-semestre-saiba-o-fazer-apos-negativa/
O Extra News Goiás é um portal de notícias regional, no ar desde 2015, comprometido com um jornalismo ágil, claro e confiável. Cobrimos política, cidades, eventos, coluna social e tecnologia em Goiás. Todo o conteúdo é curado e revisado pela Agência Fourp's Marketing para levar até você informação de qualidade com a agilidade que o seu dia exige.
Sobre o Extra News Goiás →