Moradores de todo o Brasil poderão observar eclipse parcial da Lua no céu
© Marcello Casal JrAgência Brasil
O eclipse lunar previsto para 27 poderá ser visto a olho nu em todo o território brasileiro. A fase parcial começa às 23h34, atinge o ponto máximo às 1h13 de 28 e termina às 2h52.
A observação depende das condições do tempo. Segundo a astrônoma Josina Oliveira do Nascimento, do Observatório Nacional, o fenômeno será visível de qualquer lugar do país, e chuva ou céu nublado podem impedir a visualização.
A observação ocorre sem equipamentos
Diferentemente do eclipse solar, o eclipse parcial da Lua não exige filtros, óculos próprios ou equipamentos especiais. A Lua poderá ser acompanhada diretamente no céu durante a etapa parcial, que terá duração de 3h18.
O Observatório Nacional fará uma transmissão ao vivo no canal do YouTube a partir das 23h, pelo horário de Brasília. A atividade integra uma nova edição do programa O Céu em sua Casa: observação remota. Veículos de comunicação podem retransmitir a cobertura sem custo, mas precisam avisar previamente pelo e-mail comunicacao@on.br.
Os horários mudam conforme o fuso. No fuso de menos quatro horas, por exemplo, é preciso subtrair uma hora do relógio, embora o instante do fenômeno seja o mesmo.
A sombra da Terra define o eclipse
O eclipse acontece quando a Lua atravessa a sombra projetada pela Terra durante a iluminação do Sol. Em declaração à Agência Brasil, Josina explicou: “Sempre existe a sombra da Terra no espaço, porque o Sol está sempre iluminando a Terra”.
A sombra tem duas partes. A penumbra é a região mais clara e, nessa fase, não é possível perceber alteração no brilho lunar. A entrada na penumbra ocorre às 22h24; a mudança começa a ser notada às 23h34, quando a Lua alcança a umbra, a parte mais escura.
O formato do eclipse depende do trecho da sombra terrestre atravessado pela Lua. O fenômeno ocorre na Lua cheia, mas não em todas elas porque o plano da órbita lunar é inclinado em 5 graus em relação ao plano da órbita da Terra ao redor do Sol.
Durante a passagem pela umbra, a parte escura avança sobre o disco lunar. Quando 96,2% da Lua estiverem cobertos, ela começa a deixar essa região e assume uma tonalidade avermelhada. O Observatório Nacional informa que o evento pertence ao Saros 138, ciclo de aproximadamente 18 anos associado à repetição de eclipses com características semelhantes.
Créditos da imagem: © Marcello Casal JrAgência Brasil
Com informações da Agência Brasil
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