Contas públicas têm déficit de R$ 33,7 bilhões em maio

© Marcello Casal JrAgência Brasil

Os bens de controladores e ex-administradores do Grupo Simpala foram declarados indisponíveis pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (14). A medida ocorre após a decretação da liquidação extrajudicial para duas companhias ligadas ao grupo.

As instituições afetadas pela decisão do BC são a Simpala Lançadora e Administradora de Consórcios e a Simpala S.A. Crédito, Financiamento e Investimento. Ambas as empresas têm sede em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Motivações da liquidação

A decisão do regulador foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira das companhias, com o Banco Central identificando possíveis riscos a credores. Além disso, as instituições teriam cometido “graves violações às normas que disciplinam suas atividades”. O BC informou que continuará investigando os responsáveis pelos problemas que levaram ao processo de liquidação, apurando o descumprimento de leis ou regulamentos. As apurações poderão resultar em “medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes”, conforme nota do Banco Central.

O posicionamento da Simpala

Apesar da intervenção, as duas empresas possuem baixa representatividade no mercado financeiro. A administradora tem 0,1% dos consorciados ativos e 0,1% dos recursos a coletar dos grupos, enquanto a financeira detinha apenas 0,004% do ativo total do Sistema Financeiro Nacional em junho de 2026. Em nota, os controladores da Simpala expressaram surpresa com a medida de liquidação, considerando-a desproporcional e citando a “trajetória de integridade das empresas, uma delas com mais de 50 anos”.

Preocupação com funcionários

O grupo Simpala reforçou que sempre operou em rigorosa conformidade com a legislação, colaborando plenamente com órgãos reguladores, e seguirá fornecendo as informações necessárias às autoridades. Os controladores também manifestaram preocupação com as consequências da liquidação para seus mais de 140 funcionários.

A liquidação extrajudicial no mercado

Uma liquidação extrajudicial representa a intervenção de um órgão regulador, como o Banco Central, sobre uma instituição financeira ou de consórcio. O principal objetivo é proteger os credores e o sistema financeiro, assumindo a gestão e iniciando um processo ordenado de desmonte da empresa. Ativos são vendidos para quitar as dívidas, geralmente após a identificação de graves problemas financeiros ou regulatórios que impedem a operação normal.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/bc-decreta-liquidacao-extrajudicial-de-consorcio-e-financeira

Redação Extra News Goiás
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