Insanidade mental: CCJ da Câmara endurece regras de laudo pericial

Comissão aprova regras mais rígidas para declaração de insanidade mental de acusados por crimes

Comissão aprova regras mais rígidas para declaração de insanidade mental de acusados por crimes

Goiânia (GO) — A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, em 15 de julho, o Projeto de Lei 6120/23, que busca tornar mais rígido o processo de declaração de insanidade mental de acusados por crimes. A medida, se virar lei, impactará diretamente o sistema judiciário em todo o país, incluindo os tribunais e órgãos periciais de Goiás, ao exigir maior especialização e critérios técnicos nas avaliações psiquiátricas e psicológicas em processos criminais.

A proposta aprovada pela CCJ, um colegiado fundamental que analisa a constitucionalidade, legalidade e juridicidade das proposições legislativas, altera o Código de Processo Penal. O texto estabelece que o laudo pericial sobre a insanidade mental do réu deverá ser elaborado por um perito oficial, preferencialmente um psiquiatra ou psicólogo forense.

### Novas Exigências para Laudos e Perícias

Além da qualificação específica do perito, o projeto prevê que o juiz poderá solicitar a avaliação de mais de um especialista caso haja dúvidas quanto à expertise do primeiro perito convocado. A defesa do acusado também terá o direito de acompanhar a perícia por meio de um assistente técnico.

O texto aprovado na Câmara impõe que o perito responsável pela avaliação deverá seguir critérios técnicos, científicos e éticos rigorosos, proibindo qualquer tipo de influência externa sobre o processo. Paralelamente, os juízes deverão considerar o histórico de transtornos mentais do acusado, caso exista, ao analisar os casos. O relator na CCJ, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), recomendou a aprovação do texto original, de autoria do deputado Coronel Assis (PL-MT), afirmando que “A proposta é oportuna, assertiva e meritória”.

### Reflexos para a Justiça em Goiás

Para o leitor goiano, estas mudanças significam um aprimoramento na condução dos processos criminais que envolvem a saúde mental dos réus. A exigência de peritos especializados, como psiquiatras ou psicólogos forenses, fortalecerá a qualidade dos laudos emitidos pelos institutos de perícia em Goiás, como o Instituto de Criminalística e o Instituto Médico Legal, garantindo maior precisão e cientificidade nas avaliações.

A observância de critérios técnicos e éticos mais estritos, aliada à consideração do histórico de transtornos mentais do acusado, visa assegurar decisões judiciais mais justas e equitativas. Isso pode ter impacto direto na forma como casos complexos, que envolvem questões de imputabilidade ou semi-imputabilidade, são julgados nas comarcas do estado de Goiás, desde a capital até as cidades do interior.

### Próximos Passos da Proposta

Como foi analisada em caráter conclusivo pela CCJ, a proposta poderá seguir diretamente para o Senado Federal, a menos que haja um recurso para análise no Plenário da Câmara dos Deputados. Para que se torne lei, a versão final do texto precisa ser aprovada por ambas as Casas do Congresso Nacional e, posteriormente, sancionada pela Presidência da República.

Fonte e Fotos: ROTA JURÍDICA

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Redação Extra News Goiás
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