Greve de Rodoviários do Rio: Reunião no TRT-RJ termina sem acordo
© Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ) — A quinta reunião de conciliação entre o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Município do Rio de Janeiro (Sintraturb-Rio) e o sindicato patronal (Rio Ônibus) terminou sem acordo nesta quarta-feira (22), no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ). Com o impasse, a categoria dos rodoviários cariocas permanece em estado de greve, mantendo a suspensão do movimento iniciada em julho, mas sem descartar novas paralisações.
A negociação, conduzida pelo desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, visava solucionar o conflito trabalhista que afeta o transporte público da capital fluminense. Os empresários mantiveram a proposta de reajuste salarial de 5%, valor significativamente abaixo dos 12% pleiteados pelos rodoviários. Além disso, a oferta de aumento de 6% na cesta básica, que a empresa estimava chegar a cerca de R$ 700 mensais, foi rejeitada pela categoria. Os representantes dos trabalhadores argumentaram que, com os descontos, a cesta chegaria a aproximadamente R$ 600, quantia considerada insuficiente para impactar a vida dos funcionários.
### Próximos Passos no Dissídio Coletivo
Diante da falta de consenso, o dissídio coletivo seguirá seu curso regular na justiça do trabalho, um rito processual padrão para resolução de conflitos coletivos quando a conciliação direta não é bem-sucedida. O desembargador Gustavo Tadeu Alkmim determinou a abertura de prazo simultâneo de dez dias para que as partes apresentem suas defesas e para a manifestação do Município do Rio de Janeiro, um procedimento comum em disputas que afetam serviços essenciais.
Em sequência, será concedido um prazo de cinco dias para réplica. Após a análise do parecer do Ministério Público do Trabalho (MPT), um órgão responsável pela defesa dos direitos sociais dos trabalhadores, os processos serão distribuídos a um desembargador relator. Posteriormente, o caso será submetido ao julgamento da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (Sedic) do TRT-RJ, instância que avaliará a legalidade e a abusividade do movimento grevista. A procuradora Deborah da Silva Félix, representante do MPT na audiência, expressou a expectativa de que empregados e patrões possam avançar no diálogo, apesar do encerramento desta fase de conciliação.
### Portas Abertas para Novas Negociações
Apesar do encerramento da fase de tentativa de conciliação, o desembargador Gustavo Alkmim ressaltou que as negociações entre as partes podem ser retomadas a qualquer momento, caso haja interesse. “O tribunal está inteiramente à disposição. Basta informar no processo e será possível designar nova audiência para dar prosseguimento às negociações”, explicou o magistrado, indicando que o TRT-RJ mantém-se aberto a facilitar novos encontros.
Os rodoviários do município do Rio de Janeiro iniciaram a greve em 29 de junho, mas suspenderam o movimento em 2 de julho, atendendo a um pedido do TRT-RJ. Desde então, a categoria mantém o estado de greve, uma condição que indica a possibilidade de uma nova paralisação a qualquer momento, dependendo do desenvolvimento das negociações ou da decisão judicial.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-07/quinta-reuniao-entre-rodoviarios-e-patroes-termina-sem-acordo-no-rio
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