Exposição Pachamama de gravuras segue no MAG de Goiânia até agosto

Exposição “Pachamama” segue em cartaz no MAG até 9 de agosto

Exposição "Pachamama" segue em cartaz no Museu de Arte de Goiânia até 9 de agosto, com entrada gratuita (Fotos: Secult)

Uma profunda reflexão sobre a terra, a memória afetiva e a intrínseca relação entre a natureza e a existência humana aguarda o público goianiense no Museu de Arte de Goiânia (MAG). A mostra coletiva “Pachamama”, iniciativa do Ateliê Livre de Gravura com apoio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) de Goiânia, apresenta trabalhos de 12 artistas e pode ser apreciada gratuitamente até o dia 9 de agosto.

O cerne da exposição Pachamama reside na exploração das múltiplas facetas da “Mãe Terra”, conceito ancestral de origem quéchua que reverencia a terra como manancial de sustento e contínua renovação da vida. Através de uma paleta de cores que remete diretamente aos pigmentos terrosos, a mostra convida o observador a uma jornada de aprofundamento na indissolúvel ligação entre a humanidade e o planeta.

O Legado da “Mãe Terra” em Gravuras

A poética da mostra se estende a um sensível diálogo com o universo de Manoel de Barros, célebre por suas “reflexões sobre os ‘achadouros de infância'”. Essa conexão literária realça a importância afetiva e simbólica do solo que pisamos, dos quintais da memória e das vivências primárias que, em última instância, esculpem a identidade de cada indivíduo.

A diversidade de olhares é garantida pela contribuição de doze talentosos artistas: Adriana Mendonça, Augusto César, Célia Gondo, Cida Carneiro, Doris Pereira, Liosmar Martins, Nancy de Melo, Paulo Caetano, Suely Lima, Verônica Noriega, Vinícius Yano e Zè César. Cada um deles traz para a exposição de gravura um repertório único de experimentações, explorando não apenas tonalidades terrosas, mas também a vasta gama de procedimentos de impressão.

Da Xilogravura ao Livro de Artista: Diversidade Técnica

As obras em exibição demonstram a riqueza técnica e a pesquisa constante do grupo, empregando métodos como xilogravura, gravura em metal, monotipia, collagraph, matrizes orgânicas e a inovadora concepção de livros de artista. Essa variedade de linguagens e técnicas de gravura revela a profundidade dos caminhos explorados pelos participantes do Ateliê Livre de Gravura, proporcionando uma experiência visual rica e multifacetada para os visitantes do Museu de Arte de Goiânia.

O Ateliê Livre de Gravura: Uma Década de Produção Artística

O Ateliê Livre de Gravura, força motriz por trás da mostra Pachamama, nasceu em 2013 sob a batuta do professor José César Teatini de Souza Clímaco, vinculado à Faculdade de Artes Visuais (FAV) da Universidade Federal de Goiás (UFG). Desde sua fundação, o espaço se estabeleceu como um polo efervescente de experimentação e intercâmbio, dedicado à exploração dos processos gráficos, tanto os de raiz tradicional quanto as vertentes mais contemporâneas, fomentando a cultura em Goiânia.

Sua trajetória de sucesso foi marcada pela rápida inserção no cenário artístico. Já em dezembro de 2013, o coletivo realizou sua primeira exposição, iniciando uma série de participações em renomadas mostras e eventos, tanto em âmbito nacional quanto internacional, consolidando-se como um nome relevante na arte goiana e brasileira. A iniciativa da Prefeitura de Goiânia e da Secult em sediar a exposição no MAG reforça a valorização da produção artística local e oferece acesso democrático à arte.

Fonte e Fotos: Prefeitura Municipal de Goiânia

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