Aneel mantém bandeira amarela em julho; acréscimo de R$ 1,88 na conta de luz.
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Consumidores brasileiros de energia elétrica em todo o país enfrentarão a manutenção da bandeira tarifária amarela no mês de julho, conforme anúncio feito nesta quinta-feira (26) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A decisão implica um custo adicional de R$ 1,885 por cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos nas contas de luz para todos os usuários conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Custo da Energia: Impacto do Período Seco
A persistência do período seco no Brasil é o principal fator por trás da decisão da Aneel de não alterar a bandeira tarifária. A situação climática desfavorável impacta diretamente a capacidade de geração das usinas hidrelétricas, que são a espinha dorsal da matriz energética nacional. Com os reservatórios em níveis reduzidos, o Sistema Interligado Nacional (SIN) precisa recorrer à ativação de usinas termelétricas, que operam com custos de produção de energia significativamente mais elevados.
A agência reguladora explicou o cenário que justifica a tarifa extra: “A manutenção da bandeira amarela, ativa desde abril, reflete condições menos favoráveis de geração no País, típicas do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado.”
Entendendo o Sistema de Bandeiras Tarifárias
Para os milhões de usuários de energia elétrica, o sistema de bandeiras tarifárias, instituído pela Aneel em 2015, funciona como um termômetro dos custos da geração. Divididas por cores, as bandeiras sinalizam o custo de produção de energia elétrica para o Sistema Interligado Nacional (SIN), impactando diretamente as residências, estabelecimentos comerciais e indústrias.
A cada ciclo mensal, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) realiza uma reavaliação das condições de operação e da estratégia de geração de energia para atender à demanda. É com base nessa análise que são definidas as cores das bandeiras e a previsão dos custos que serão repassados aos consumidores na conta de luz.
Valores das Bandeiras: De Verde a Vermelha Patamar 2
O funcionamento do sistema de bandeiras é direto: enquanto a bandeira verde não acarreta nenhum acréscimo na conta de luz, as bandeiras amarela e vermelha (em seus diferentes patamares) indicam um custo adicional por cada 100 kWh consumidos.
Atualmente, com a bandeira amarela confirmada para julho, o acréscimo tarifário é de R$ 1,885 a cada 100 kWh. Em cenários de maior custo de geração, entra em vigor a bandeira vermelha:
- Bandeira Vermelha – Patamar 1: A tarifa de energia sofre um aumento de R$ 4,46 por 100 kWh.
- Bandeira Vermelha – Patamar 2: Refletindo as condições mais críticas e onerosas de geração, o acréscimo na tarifa atinge R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora consumido.
A medida visa cobrir os custos adicionais enfrentados pelo setor elétrico, garantindo o suprimento de energia em períodos de maior desafio para a geração.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-06/bandeira-tarifaria-das-contas-de-luz-segue-amarela-em-julho
