Museu de Arte de Goiânia abre exposição de gravura “Pachamama”
Mostra aberta ao público apresenta obras que dialogam com a terra, a memória e os processos gráficos contemporâneos
Goiânia recebeu nesta terça-feira, 9 de junho, uma nova atração cultural que convida à reflexão profunda sobre a relação humana com a natureza e a memória. A exposição “Pachamama”, uma vibrante mostra coletiva do renomado Ateliê Livre de Gravura, foi inaugurada no Museu de Arte de Goiânia (MAG) e ficará disponível para visitação gratuita até o dia 9 de agosto, prometendo um mergulho em diversas técnicas de arte em Goiânia.
A Essência de “Pachamama”
Sob o título “Pachamama”, que remete ao conceito ancestral quéchua da “Mãe Terra” como fonte de vida e renovação, a exposição em Goiânia explora visualmente as intrínsecas ligações entre a existência humana, a memória afetiva e a terra. As obras, cuidadosamente elaboradas por 12 talentosos artistas, buscam transpor para as gravuras e impressões uma paleta de tonalidades terrosas, convidando o público a um diálogo sensorial com o solo que nos nutre e as raízes que nos formam.
Diversidade Artística e Técnicas de Gravura
A diversidade de abordagens técnicas é um ponto alto da mostra. Os visitantes da exposição Pachamama terão a oportunidade de apreciar a riqueza de procedimentos como a xilogravura, a gravura em metal, a monotipia, o collagraph, o uso de matrizes orgânicas e até mesmo livros de artista. Este vasto repertório reflete a pesquisa aprofundada do coletivo e a individualidade de cada um dos artistas que compõem o grupo: Adriana Mendonça, Augusto César, Célia Gondo, Cida Carneiro, Doris Pereira, Liosmar Martins, Nancy de Melo, Paulo Caetano, Suely Lima, Verônica Noriega, Vinícius Yano e Zè César.
Diálogo Poético com Manoel de Barros
Em um toque poético, a curadoria da mostra de gravura estabelece um diálogo sensível com a obra do aclamado escritor Manoel de Barros. As reflexões do autor sobre os “achadouros de infância” permeiam as peças, evocando a dimensão simbólica dos quintais, do chão e das vivências que, desde tenra idade, esculpem a identidade de cada indivíduo. Essa intersecção entre a arte visual e a literatura aprofunda a mensagem sobre a conexão com as origens e o ambiente.
O Legado do Ateliê Livre de Gravura
A força criativa por trás da exposição de arte em Goiânia reside no Ateliê Livre de Gravura, um coletivo que desde sua fundação, em 2013, tem sido um polo efervescente de experimentação. Criado pelo Professor José César Teatini de Souza Clímaco, da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás (UFG), o ateliê é reconhecido como um espaço de intercâmbio dedicado aos processos gráficos, tanto os tradicionais quanto os contemporâneos. A relevância do grupo é evidenciada por sua trajetória, com participação em importantes eventos e mostras nacionais e internacionais desde sua primeira exibição em dezembro de 2013.
Visitação Gratuita no MAG
A realização da exposição Pachamama é uma iniciativa da Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), reforçando o compromisso com a difusão da arte e cultura na capital. Para quem deseja visitar, a entrada é gratuita, e as obras estarão expostas no Museu de Arte de Goiânia (MAG) até o dia 9 de agosto.
Fonte e Fotos: Prefeitura Municipal de Goiânia

