Inflação oficial de abril desacelera para 0,67% no Brasil; alimentos pressionam.

Inflação fecha julho em 0,26%; alimentos caem pela segundo mês seguido

© Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

A inflação oficial do Brasil registrou desaceleração em abril, atingindo 0,67% segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da arrefecida em relação a março, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) marcou 0,88%, a pressão sobre o custo de vida dos brasileiros permaneceu significativa, impulsionada principalmente pelos preços de alimentos e combustíveis.

Este resultado da inflação de abril contribui para um acumulado de 4,39% nos últimos 12 meses. O patamar se mantém dentro da meta estabelecida pelo governo, que é de 3% com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, até 4,5%. No entanto, o índice dos últimos 12 meses se mostra superior ao registrado em março, que foi de 4,14%, e também supera o 0,43% de inflação observado em abril do ano anterior.

A taxa mensal de inflação para abril surpreendeu positivamente o mercado financeiro. A projeção, conforme o último relatório Focus do Banco Central, divulgado na segunda-feira (11), era de um IPCA ligeiramente superior, em 0,69%.

Principais Impulsionadores da Inflação em Abril

O IPCA de abril reflete a contínua pressão exercida por itens essenciais no orçamento das famílias. A gasolina, por exemplo, destacou-se como o produto de maior impacto no período, com alta de 1,86%, contribuindo com 0,10 ponto percentual para o índice geral. Em seguida, o leite longa vida apresentou um salto notável de 13,66%, gerando um impacto de 0,09 p.p. Os produtos farmacêuticos subiram 1,77% (0,06 p.p.), e os itens de higiene pessoal registraram aumento de 1,57% (0,06 p.p.). Outros vilões do orçamento familiar incluíram o gás de botijão, com elevação de 3,74% (0,05 p.p.), e as carnes, que ficaram 1,59% mais caras (0,04 p.p.). A energia elétrica residencial teve acréscimo de 0,72% (0,03 p.p.), e alguns vegetais como a cenoura (26,63%, 0,02 p.p.), a cebola (11,76%, 0,02 p.p.) e o tomate (6,13%, 0,02 p.p.) também contribuíram significativamente para a pressão inflacionária.

Categorias sob Pressão

A análise setorial dos nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA revela que a inflação em abril foi amplamente influenciada pela categoria de Alimentação e Bebidas, que registrou a maior variação mensal, com 1,34%, e um impacto de 0,29 ponto percentual no índice global. O setor de Saúde e Cuidados Pessoais também apresentou alta expressiva de 1,16%, com contribuição de 0,16 p.p. A Habitação teve um avanço de 0,63% (0,10 p.p.), seguida por Artigos de Residência (0,65%, 0,02 p.p.) e Vestuário (0,52%, 0,02 p.p.). As áreas de Transportes (0,06%, 0,01 p.p.), Despesas Pessoais (0,35%, 0,04 p.p.), Educação (0,06%, 0,00 p.p.) e Comunicação (0,57%, 0,03 p.p.) completam o panorama dos reajustes de preços no período.

Alcance e Metodologia do IPCA

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o indicador oficial da inflação no país, tem como objetivo mensurar o custo de vida para famílias com rendimentos que variam de um a quarenta salários mínimos. A pesquisa de preços, conduzida pelo IBGE em 377 subitens de produtos e serviços, abrange um vasto território nacional, incluindo dez regiões metropolitanas – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre – além das capitais Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. O índice de difusão, que reflete o quão espalhada está a pressão inflacionária na economia, fechou em 65% em abril, uma leve queda em relação aos 67% registrados em março.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-05/%20inflacao-desacelera-e-fecha-abril-em-0%2C67%25-pressionada-por-alimentos

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