Deputados Major Araújo e Amauri Ribeiro brigam e sessão é encerrada em Goiás.

O presidente Bruno Peixoto (UB) encerrou a sessão em meio ao tumulto

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Uma acalorada troca de acusações entre os deputados Major Araújo e Amauri Ribeiro, ambos filiados ao Partido Liberal (PL), provocou o encerramento antecipado da sessão plenária da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) nesta quinta-feira (7/5). O incidente, que perdurou por meros 30 minutos, escalou rapidamente para ofensas pessoais, exigindo a intervenção da Polícia Legislativa para conter a situação e ressaltando as tensões internas na casa.

No centro do embate que paralisou os trabalhos legislativos, o deputado Major Araújo tomou a tribuna e dirigiu severas críticas ao colega Amauri Ribeiro. Em sua fala, Araújo proferiu termos como “direita trans” e “Joice Hasselman do PL”, desencadeando uma reação imediata de Ribeiro. A resposta de Amauri não tardou, com a réplica “soldadinho de brinquedo”. O confronto verbal se intensificou, resultando em uma série de ofensas de baixo calão trocadas entre os parlamentares. A gravidade da situação mobilizou a Polícia Legislativa, que agiu rapidamente para intervir, escoltando os deputados para fora do plenário. A medida visava especificamente prevenir que o acirramento dos ânimos descambasse de ataques verbais para uma potencial agressão física, um cenário preocupante para a Assembleia goiana.

O pano de fundo para a tensa altercação desta quinta-feira remonta à sessão da última quarta-feira (06/05). Na ocasião, o deputado Amauri Ribeiro havia direcionado críticas à ausência do senador Wilder Morais (PL) durante uma votação crucial no Congresso Nacional. Essa votação, especificamente, resultou na derrota da indicação de Jorge Messias para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Major Araújo, por sua vez, prontamente saiu em defesa de seu correligionário senador, o que deu início ao atrito que culminaria na explosão verbal do dia seguinte. Este episódio inicial configurou o estopim para a escalada do conflito entre os dois representantes do Partido Liberal na Assembleia Legislativa de Goiás.

Diante do cenário de descontrole e da impossibilidade de prosseguir com os trabalhos legislativos em meio ao intenso bate-boca, o presidente da Casa, Bruno Peixoto (UB), viu-se obrigado a tomar uma decisão drástica. Foi ele quem formalizou o encerramento da sessão plenária. O tumulto instaurado impediu a continuidade das deliberações, culminando na interrupção precoce de uma das mais importantes atividades do legislativo goiano. O episódio marca um momento de rara instabilidade no parlamento estadual.

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