Goiânia: Câmara aprova projeto que obriga identificação do remetente no delivery

Vereadores iniciam discussão sobre exigência de identificação de remetentes em delivery

Vereadores iniciam discussão sobre exigência de identificação de remetentes em delivery

A Câmara Municipal de Goiânia deu um passo significativo em direção à segurança e transparência nos serviços de entrega por aplicativo. Nesta quarta-feira (29), o plenário aprovou por unanimidade, em primeira discussão, um projeto de lei que impõe a identificação obrigatória do remetente em todas as entregas de alimentos e bebidas por delivery. A medida, de autoria do vereador Lucas Kitão (Mobiliza), visa combater o uso do anonimato em práticas criminosas e proteger tanto consumidores quanto os próprios entregadores na capital goiana.

A iniciativa surge em um cenário de alerta, onde a conveniência proporcionada pelos aplicativos de entrega tem sido, por vezes, explorada por criminosos. O parlamentar ressalta que, embora a tecnologia facilite a vida cotidiana, ela também abriu portas para ações ilícitas. Casos recentes de uso do anonimato em entregas, com incidentes registrados na Paraíba e no Rio Grande do Sul, reforçam a urgência de regulamentar a identificação de remetentes em serviços de delivery para prevenir danos.

Pela nova legislação proposta, o anonimato será expressamente vedado nas entregas de itens de consumo humano. O texto legal exige que a identificação do remetente seja claramente visível, seja por meio impresso ou digital, no momento em que o produto é entregue ao destinatário. Além de coibir práticas indevidas, o projeto busca salvaguardar a integridade dos próprios entregadores, oferecendo um respaldo legal para a operação.

Multas e Responsabilidades Ampliadas em Entregas Delivery

O não cumprimento das diretrizes estabelecidas pelo projeto acarreta em sérias penalidades. A proposta prevê a responsabilidade solidária em caso de danos à integridade física, psíquica ou à vida do consumidor final. As multas administrativas variam de R$ 5 mil para empresas de pequeno porte a R$ 50 mil para grandes corporações, conforme a dimensão da organização. Adicionalmente, o texto normativo estabelece que o entregador tem a prerrogativa de comunicar, imediatamente, ao destinatário ou à plataforma responsável pelo serviço a ausência da correta identificação do remetente. A recusa da entrega, no entanto, só poderá ocorrer mediante instrução expressa da empresa, observando-se seus regulamentos internos e a legislação vigente.

O vereador Lucas Kitão defende a medida como um passo crucial para a segurança do consumidor e do trabalhador. “A identificação do remetente precisa ser clara. É uma medida simples, mas eficaz, para garantir rastreabilidade, responsabilidade e transparência nas entregas, protegendo tanto o consumidor final quanto os trabalhadores responsáveis pela entrega”, afirmou o parlamentar, sublinhando o impacto positivo da lei.

Próximos Passos para a Segurança no Delivery

Com a aprovação em primeiro turno, o projeto de lei que visa a maior segurança no delivery em Goiânia seguirá para análise em uma nova comissão e, posteriormente, para última discussão e votação em plenário na Câmara Municipal. A expectativa é que a proposta avance, consolidando um novo padrão para as entregas de alimentos e bebidas na capital goiana.

Fonte e Fotos: ROTA JURÍDICA

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