Pix volta a operar normalmente após instabilidade durante a tarde

© Marcello Casal jr/Agência Brasil

A Receita Federal emitiu um comunicado oficial para desmentir veementemente informações que circulam nas redes sociais sobre suposto rastreamento de operações Pix e notificações a contribuintes por movimentações financeiras. O órgão busca dissipar a onda de desinformação que tem gerado insegurança, afirmando que tais práticas não fazem parte de suas atribuições e são infundadas.

No centro da polêmica, está a disseminação de uma notícia com o título “vendedora de marmitas é notificada pela Receita após movimentar R$ 52 mil via PIX no CPF”. Sobre este caso específico e outros semelhantes, a Receita Federal é categórica: “É falsa a informação que circula nas redes sociais na notícia “vendedora de marmitas é notificada pela Receita após movimentar R$ 52 mil via PIX no CPF”, de que a Receita Federal rastrearia movimentações de Pix e notificaria contribuintes por conta disso.”

A autoridade fiscal esclarece que, em sua rotina de fiscalização, não realiza qualquer tipo de rastreamento de transações individuais via Pix. Consequentemente, não há envio de notificações a contribuintes com base exclusiva em suas movimentações financeiras por este meio de pagamento. O sistema tributário brasileiro opera com base em declarações e verificações de renda, e não por monitoramento massivo de transações de pessoas físicas.

Outro ponto de esclarecimento importante diz respeito a supostas ferramentas de fiscalização. A Receita Federal nega a existência de sistemas como “Harpia” e “T-Rex”, mencionados em algumas das mensagens que alarmam a população. Segundo o órgão, essas ferramentas sequer existem ou, quando existem, não possuem qualquer conexão com o monitoramento de dados financeiros de pessoas físicas para fins de fiscalização fiscal.

A Receita reforça um princípio fundamental do direito tributário: movimentação financeira não é, por si só, sinônimo de renda ou lucro. Diante disso, o volume de transações bancárias, incluindo as realizadas via Pix, não pode ser utilizado isoladamente como fundamento para qualquer cobrança de impostos ou para dar início a um processo de fiscalização sobre o contribuinte.

Além disso, a Receita Federal destaca que não recebe dados detalhados sobre as transações financeiras individuais efetuadas pelos cidadãos. O órgão também não tem acesso ao meio de pagamento específico utilizado em cada operação, seja Pix, transferência bancária tradicional ou depósito. Essa delimitação de acesso a informações reforça a inviabilidade do rastreamento alegado nas notícias falsas.

A disseminação desse tipo de desinformação possui consequências graves, gerando uma desnecessária insegurança na população brasileira. Tais narrativas, ao criar um ambiente de temor sobre as ações da Receita Federal e o uso do Pix, podem inadvertidamente pavimentar o caminho para a atuação de golpistas e organizações criminosas, que se aproveitam da confusão para aplicar fraudes.

Diante do cenário de notícias falsas, a orientação da Receita Federal é clara: antes de compartilhar qualquer conteúdo relacionado a impostos, fiscalização ou ao uso de ferramentas de pagamento como o Pix, a população deve sempre buscar informações em canais oficiais e confiáveis do governo.

Redação Extra News Goiás
Redação Extra News Goiás

O Extra News Goiás é um portal de notícias regional, no ar desde 2015, comprometido com um jornalismo ágil, claro e confiável. Cobrimos política, cidades, eventos, coluna social e tecnologia em Goiás. Todo o conteúdo é curado e revisado pela Agência Fourp's Marketing para levar até você informação de qualidade com a agilidade que o seu dia exige.

Sobre o Extra News Goiás →

What do you feel about this?