Goiânia registra 10 mil casos de dengue e encontra 24 mil focos em 100 dias.

SMS realiza 6.357 visitas diárias a domicílios para combate à dengue em 2026

De 635.699 residências e estabelecimentos comerciais visitados, agentes encontram focos da doença em 15.034 locais

A capital goiana está em alerta máximo diante de um cenário desafiador de saúde pública, com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia contabilizando aproximadamente 10 mil casos de dengue nos primeiros cem dias de 2026. Em resposta a essa escalada da doença, o município intensificou drasticamente o combate ao Aedes aegypti, realizando mais de 635 mil visitas domiciliares em todas as regiões da cidade. Durante essas inspeções cruciais, as equipes detectaram alarmantes 24.294 focos do mosquito transmissor em 15.034 imóveis, evidenciando a persistência do problema nas residências.

### Focos Domiciliares: A Complexidade do Combate à Dengue

A maior parte dos criadouros do mosquito da dengue está intrinsecamente ligada ao ambiente doméstico e privado, o que demanda uma participação ativa da população para frear a proliferação. “Os criadouros do mosquito da dengue estão em sua maioria em locais privados, que dependem do cuidado direto das pessoas e onde o poder público não atua de forma permanente. Por isso, a participação efetiva de cada cidadão é fundamental”, enfatiza o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, ressaltando o papel insubstituível dos moradores na prevenção da dengue em Goiânia.

Para além das visitas, a estratégia da prefeitura no enfrentamento à dengue abrange uma série de ações coordenadas. Agentes de combate a endemias percorrem sistematicamente as residências em busca de depósitos de água parada e outros riscos potenciais para a criação do mosquito. A atuação da SMS inclui a abertura compulsória de imóveis fechados ou abandonados, que podem se tornar grandes focos, bem como a pulverização de inseticidas com bombas costais em pontos estratégicos e a nebulização com ultra baixo volume (UBV), popularmente conhecida como fumacê, em áreas abertas com alta incidência de casos de dengue.

### Estratégia Orientada por Dados: O Caso do Parque Amazônia

A dinâmica de trabalho dos agentes de combate à dengue é pautada pelo monitoramento constante das notificações, permitindo uma resposta ágil e direcionada. Wellington Tristão da Rocha, agente de combate a endemias e técnico da gerência de controle de vetores, explica a metodologia. “Por exemplo, nós identificamos que o Parque Amazônia apresentava números importantes de dengue e, a partir disso, organizamos um plano com várias frentes. A principal delas é a visita domiciliar, que permite identificar e eliminar focos diretamente nos imóveis”, detalha. Somente no setor do Parque Amazônia, foram confirmados 132 casos de dengue ao longo de 2026.

Tristão reitera a importância do contato direto com a população, destacando que as visitas são o momento decisivo para interromper o ciclo de vida do mosquito Aedes aegypti. O trabalho é abrangente, incluindo aplicação de fumacê e intervenções em pontos estratégicos, mas a interação face a face permanece crucial. “A visita domiciliar é o momento mais importante do nosso trabalho. É ali que conseguimos agir de forma efetiva, no momento em que a gente consegue interromper o ciclo do mosquito. E a população tem participado, permitindo a entrada das equipes”, observa Wellington, evidenciando a colaboração dos moradores.

### Mobilização Social para a Prevenção da Dengue

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o combate à dengue é uma tarefa coletiva, que exige o comprometimento de todos os segmentos da sociedade. Entre as principais recomendações para a população estão o recolhimento regular e o descarte adequado de lixo e resíduos, que frequentemente se tornam recipientes para a água da chuva e, consequentemente, criadouros do Aedes aegypti.

O secretário Luiz Pellizzer reitera a urgência da situação: “O combate à dengue exige compromisso e responsabilidade de toda a sociedade. Nós estamos no período de sazonalidade da doença, quando o historicamente o número de casos aumenta. É dever de todos manter os ambientes privados livres de criadouros do mosquito”. A união de esforços entre poder público e cidadãos é essencial para frear a proliferação do vetor e reduzir o número de casos de dengue em Goiânia.

Fonte e Fotos: Prefeitura Municipal de Goiânia

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