Justiça de GO ordena Equatorial restabelecer energia em Valparaíso de Goiás

Justiça determina restabelecimento de energia após corte por cobrança considerada excessiva

Justiça determina restabelecimento de energia após corte por cobrança considerada excessiva

A Justiça de Goiás interveio para assegurar o direito fundamental ao fornecimento de energia elétrica a uma moradora de Valparaíso de Goiás. A determinação judicial exige que a concessionária Equatorial Goiás restabeleça o serviço, que havia sido interrompido em decorrência de cobranças consideradas desproporcionais e sem justificativa adequada, ultrapassando em muito o padrão de consumo histórico da cliente.

Decisão Judicial e Reajuste de Faturas de Energia

A sentença estabelece um prazo de 24 horas para que a Equatorial Goiás normalize o fornecimento de eletricidade na residência. Além disso, a companhia foi instruída a revisar e refazer as faturas correspondentes aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2025, utilizando como base a média de consumo registrada no ano anterior ao período contestado. Os valores das contas de luz questionadas chegaram a cifras acima de R$ 5 mil, destoando significativamente do perfil de uso da unidade consumidora.

Origem das Cobranças Exorbitantes de Energia

O cerne do problema, conforme relatado na ação judicial, remonta a um incidente no qual um raio atingiu as proximidades da residência da consumidora. Após o ocorrido, o medidor de energia foi removido e, posteriormente, reinstalado pela própria distribuidora. Contudo, foi a partir desse episódio que as faturas passaram a apresentar montantes drasticamente superiores ao consumo previamente registrado. Diante da impossibilidade de arcar com os valores cobrados, a cliente buscou auxílio jurídico na Defensoria Pública de Goiás.

Intervenção da Defensoria Pública em Valparaíso de Goiás

A ação em defesa da moradora foi impetrada pela defensora pública Ketlyn Chaves, titular da 1ª Defensoria Pública Especializada de Atendimento Inicial Cível de Valparaíso de Goiás. A defensora argumentou que a suspensão do fornecimento de energia elétrica foi arbitrária, já que a concessionária não apresentou provas que justificassem as cobranças elevadas. “A energia foi cortada de forma indevida, com base em cobranças muito altas e sem comprovação pela concessionária. Como se trata de um serviço essencial, essa suspensão fere direitos básicos da consumidora”, declarou Ketlyn Chaves.

Posicionamento da Equatorial Goiás

Em resposta à decisão judicial, a Equatorial Goiás emitiu um comunicado oficial. A empresa assegurou que acompanha de perto o andamento de todos os processos judiciais em que figura como parte, fornecendo as informações necessárias à Justiça e acatando integralmente as deliberações do Poder Judiciário. A concessionária também reiterou seu compromisso com a melhoria contínua de seus processos operacionais. Este foco inclui a ampliação e qualificação do atendimento aos clientes, bem como investimentos estratégicos na expansão e modernização da infraestrutura da rede elétrica em todo o estado de Goiás. A Equatorial finalizou reafirmando seu empenho em garantir a qualidade do fornecimento de energia, o respeito aos seus consumidores e a rigorosa observância das normas legais e regulatórias vigentes.

Fonte e Fotos: ROTA JURÍDICA

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