Lula: Investimento em remédios não é gasto, é salvar vidas

Lula diz que Estado deve garantir acesso a medicamentos

© Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em visita ao complexo industrial da Brainfarma, em Anápolis, Goiás, nesta quinta-feira (26), sublinhou que os investimentos em políticas públicas destinadas a garantir o acesso a medicamentos não devem ser vistos como despesas, mas sim como uma medida indispensável para a preservação de vidas.

Durante seu discurso, o chefe do Executivo federal rememorou um período desafiador para a população de baixa renda. “Eu sou do tempo em que as pessoas pobres iam ao médico, recebiam a receita e levavam para casa, colocando-a embaixo do travesseiro ou em um copo na prateleira, esperando o dinheiro chegar para comprar o remédio. Como o dinheiro não chegava, muitas vezes as pessoas morriam sem poder comprar o medicamento”, discursou o presidente.

Lula reiterou a importância do programa Farmácia Popular, classificando-o como uma iniciativa fundamental para assegurar à população o acesso a remédios vitais. Na perspectiva presidencial, essa política representa um direito humanitário irrenunciável.

O presidente enfatizou a responsabilidade do poder público neste cenário. “Se a pessoa não pode comprar, o Estado tem a obrigação de fazer com que ela esse direito. Muita gente acha que isso é gastar muito dinheiro. Eu, sinceramente, não vejo limite de investimento melhor do que colocar dinheiro para salvar a vida de homens, mulheres e crianças neste país”, disse.

Ele destacou que o programa atualmente disponibiliza 41 medicamentos de uso contínuo. Conforme informações do Ministério da Saúde, alguns dos tratamentos oferecidos pelo Farmácia Popular possuem um custo de mercado que pode atingir a cifra de R$ 1 milhão.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-03/lula-diz-que-estado-deve-garantir-acesso-medicamentos

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