Goiás e Japão selam acordo para desenvolvimento de minerais críticos

Goiás e Japão selam acordo para desenvolvimento de minerais críticos

Daniel Vilela recebe delegação do Japão e acompanha assinatura de acordo para cooperação em minerais críticos | Foto: Samuel Oliveira

O estado de Goiás deu um passo estratégico para se consolidar como um polo global de minerais críticos ao firmar um Memorando de Entendimento (MOU) com a Organização Japonesa de Segurança em Metais e Energia (Jogmec) nesta segunda-feira (9). O acordo, mediado pela Autoridade de Minerais Críticos do Estado de Goiás (Amic), visa impulsionar a pesquisa, a tecnologia e a exploração de recursos minerais estratégicos, com foco especial nos óxidos de terras raras, essenciais para o avanço tecnológico e a transição energética.

O vice-governador Daniel Vilela enfatizou a importância do acordo para Goiás, que detém uma parcela significativa das reservas desses minerais, fundamentais para discussões globais sobre segurança energética e inovação tecnológica. “Hoje Goiás representa 25% de toda a produção que poderá vir a ser extraída desse minério,” afirmou Vilela durante coletiva de imprensa, ressaltando a futura parceria para o desenvolvimento e a pesquisa do subsolo goiano.

O embaixador do Japão no Brasil, Yasushi Noguchi, também presente na cerimônia, destacou a relevância da cooperação para fortalecer as cadeias produtivas globais de minerais críticos. “Fico muito feliz em testemunhar essa assinatura de memorando entre o estado de Goiás e Jogmec. Depois da visita do governador Caiado, em julho do ano passado, se acelerou muito essa colaboração entre o Japão e o Estado de Goiás,” disse Noguchi. Ele ressaltou o interesse do governo japonês em garantir o fornecimento de minerais para a indústria global e compartilhar conhecimento tecnológico na exploração e desenvolvimento de minerais estratégicos.

Adriano da Rocha Lima, secretário-geral de Governo de Goiás e presidente da Amic, salientou o potencial do estado, que possui a segunda maior jazida de terras raras do mundo, atrás apenas da China. “O estado de Goiás é o único estado que tem produção realmente de terras raras pesadas,” afirmou, mencionando também a presença de outros minerais críticos como nióbio, cobre e alumínio.

O governo goiano busca, com este acordo, ampliar a cadeia produtiva e agregar valor aos minerais dentro do estado, evitando a exportação apenas da matéria-prima. Segundo Rocha Lima, a cooperação com o Japão acelerará pesquisas, expandirá o mapeamento geológico e fortalecerá o intercâmbio científico, transformando Goiás em referência tanto na extração quanto na industrialização de minerais críticos. “Todos esses planos passam agora a estar num viés concreto, a partir de um acordo, e o Japão com o interesse que dos dois lados ganha, a indústria japonesa ganha, e ganha também o Estado de Goiás,” concluiu o secretário.

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