Cesta básica sobe em 14 capitais, mas feijão e carne impulsionam alta

Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 4,86%

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em fevereiro, a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Dieese em conjunto com a Conab, revelou um cenário misto para o custo da cesta básica no país. Enquanto 14 capitais registraram aumento, em 12 e no Distrito Federal houve redução nos preços.

A maior alta foi observada em Natal, com um aumento de 3,52%. Em contrapartida, Manaus apresentou a maior queda, com uma variação negativa de 2,94%. No acumulado do ano, a maioria das cidades (25) acumulam alta, com destaque para Rio de Janeiro (4,41%), Aracaju (4,34%) e Vitória (3,98%). Florianópolis (-0,47%) e Brasília (-0,30%) apresentaram as maiores quedas.

O feijão foi um dos principais responsáveis pela inflação da cesta básica, com aumento em 26 unidades federativas. Em Campo Grande, o preço do quilo do feijão disparou 22,05%. Segundo pesquisadores, a alta se deve à oferta restrita. A carne bovina de primeira também contribuiu para o aumento, com alta de preços em 20 cidades, justificada pela menor disponibilidade de animais para abate e o bom desempenho das exportações.

São Paulo apresentou a cesta básica mais cara do país em fevereiro, com um custo médio de R$ 852,87. Já as capitais do Norte e Nordeste registraram os menores valores médios, com destaque para Aracaju (R$ 562,88).

O Dieese estimou que o salário mínimo necessário para suprir as despesas básicas do brasileiro deveria ser de R$ 7.164,94, considerando o custo da cesta básica mais cara do país e a determinação constitucional. Esse valor é 4,42 vezes superior ao mínimo atual de R$ 1.621,00.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/cesta-basica-fica-mais-cara-em-14-capitais-no-mes-de-fevereiro

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