Chuva não impede milhares de mulheres de marchar em São Paulo pelo Dia da Mulher
© Elaine Patrícia Cruz/ABr
Em São Paulo, milhares de mulheres desafiaram a forte chuva para se reunirem na Avenida Paulista neste domingo (8), em um ato marcante para o Dia Internacional da Mulher. As manifestantes caminharam até a Praça Roosevelt, empunhando faixas que clamavam pelo fim da violência contra a mulher no Brasil, em uma manifestação que ocorreu simultaneamente em diversas cidades do país.
O protesto foi marcado por cânticos como “Ô abre alas, que as mulheres vão passar. Com esta marcha muitas coisas vão mudar”, e por intervenções artísticas, como a instalação de sapatos femininos representando vítimas de feminicídio e de bonecas em frente ao Fórum Pedro Lessa, em alusão ao caso do desembargador que absolveu um acusado de estupro de vulnerável.
Alice Ferreira, do Levante Mulheres Vivas, enfatizou a necessidade de “combate efetivo do feminicídio e da violência contra a mulher como um todo”, defendendo “orçamento público e medidas efetivas” em todas as esferas de poder. Ela também destacou a importância da aprovação de um projeto de lei que criminalize a misoginia, visando reverter a lógica de impulsionamento de discursos misóginos.
As manifestantes também protestaram pelo fim da escala 6×1, da violência política e do extremismo, pautas que se somam à luta contínua contra o feminicídio, que atingiu um número recorde em São Paulo em 2025, com 270 mulheres mortas.
Luana Bife, da CUT-SP, ressaltou a importância do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho, argumentando que “a mulher tem uma escala 7 por 0. Então hoje, para a mulher trabalhadora, o fim da escala 6×1 resulta não só em um período de descanso e autocuidado, mas também para ela decidir como quer estar no mundo”. Para ela, a garantia dos direitos das mulheres passa por políticas públicas permanentes de combate à violência.
O ato, denominado Em Defesa da Vida das Mulheres, contou com a participação de diversos movimentos sociais e sindicais, como a União Nacional por Moradia Popular, o Movimento de Mulheres Camponesas, a UNE, a Marcha Mundial das Mulheres, o MAB, o MST e o MTST, entre outros.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/sp-ato-das-mulheres-pede-fim-da-violencia-e-defende-fim-da-escala-6×1
