Bancos poderão usar compulsório para abater antecipação ao FGC: entenda a medida

Bancos poderão descontar aportes antecipados ao FGC

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Goiás poderá ter um alívio na liquidez do sistema financeiro com a nova resolução do Banco Central (BC), que permite aos bancos abater do compulsório os valores a serem antecipados ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Essa medida, aprovada nesta terça-feira, visa evitar um impacto negativo na economia, decorrente das antecipações que as instituições financeiras precisarão fazer ao FGC.

O FGC, entidade privada que assegura depósitos e aplicações de clientes em caso de falência bancária, determinou que os bancos antecipem contribuições mensais para cobrir um déficit em seu caixa, ocasionado pela quebra do Banco Master e outras instituições associadas. Esse reforço financeiro tem como objetivo restaurar o patrimônio do fundo e preservar a confiança no sistema financeiro. O FGC garante a devolução de até R$ 250 mil em investimentos por instituição liquidada e até R$ 1 milhão por correntista, a cada quatro anos, para clientes de bancos com dificuldades.

A reserva compulsória, mecanismo pelo qual os bancos são obrigados a manter parte do dinheiro dos clientes depositada no Banco Central, é uma ferramenta importante para o controle da quantidade de dinheiro em circulação na economia e para a manutenção da estabilidade do sistema financeiro. Com a nova regra, o BC autoriza que o valor antecipado ao FGC seja descontado dessa reserva obrigatória.

Segundo o BC, a medida “evita redução de dinheiro disponível no sistema bancário”, “mantém a estabilidade do crédito” e “dá mais flexibilidade às instituições financeiras.” Os bancos terão a opção de escolher se essa compensação será feita sobre recursos de depósitos à vista, como conta-corrente, ou a prazo, como Certificados de Depósito Bancário (CDB).

A expectativa do Banco Central é que a medida possibilite a liberação de até R$ 30 bilhões, valor que poderá ser utilizado pelos bancos para a concessão de crédito ou outras operações. O compulsório será gradualmente recomposto, mês a mês, à medida que as parcelas antecipadas ao FGC forem vencendo. O BC afirma que a decisão busca equilibrar o fortalecimento do fundo que protege os clientes dos bancos com a prevenção de um aperto de liquidez no sistema financeiro.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/bancos-poderao-descontar-aportes-antecipados-ao-fgc