Superávit de R$ 103,7 bilhões impulsiona contas públicas em janeiro, mas déficit persiste em 12 meses

Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 4,56% em 2025

© Marcello Casal jr/Agência Brasil

O setor público consolidado, que engloba a União, estados, municípios e empresas estatais, registrou um superávit primário de R$ 103,7 bilhões em janeiro. Apesar do resultado positivo, houve uma leve redução em comparação com janeiro de 2025, quando o superávit foi de R$ 104,1 bilhões.

Os dados, divulgados pelo Banco Central (BC), mostram que o resultado primário, que exclui o pagamento dos juros da dívida pública, apresentou um déficit de R$ 55,4 bilhões em 12 meses, equivalente a 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2025, as contas públicas fecharam o ano com um déficit primário de R$ 55 bilhões, também correspondente a 0,43% do PIB.

O Governo Central apresentou um superávit primário de R$ 87,3 bilhões em janeiro, contrastando com o déficit de R$ 83,2 bilhões no mesmo mês de 2025. Os governos regionais (estaduais e municipais) também contribuíram positivamente, registrando R$ 21,3 bilhões, valor ligeiramente inferior aos R$ 22 bilhões de janeiro de 2025.

Em contrapartida, as empresas estatais federais, estaduais e municipais, com exceção dos grupos Petrobras e Eletrobras, apresentaram um resultado negativo de R$ 4,9 bilhões em janeiro, contribuindo para a diminuição do superávit consolidado. No mesmo período de 2025, o déficit dessas empresas foi de R$ 1 bilhão.

Os gastos com juros atingiram R$ 63,6 bilhões no mês, influenciados pela taxa básica de juros (Selic) e pelo endividamento líquido. Consequentemente, o superávit nominal das contas públicas foi de R$ 40,1 bilhões em janeiro, inferior aos R$ 63,7 bilhões registrados no mesmo mês de 2025. Em 12 meses, o setor público acumula um déficit nominal de R$ 1,1 trilhão, equivalente a 8,49% do PIB.

A dívida líquida do setor público alcançou R$ 8,3 trilhões em janeiro, correspondendo a 65% do PIB, uma redução de 0,3 ponto percentual no mês. Essa diminuição foi impulsionada pelo superávit primário, pela variação do PIB nominal e pelos ajustes da dívida externa líquida, compensados pelos juros nominais e pela apreciação cambial de 4,9% em janeiro. A dívida bruta do governo geral (DBGG) atingiu R$ 10,1 trilhões, ou 78,7% do PIB, mantendo o mesmo percentual do mês anterior.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/contas-publicas-tem-superavit-de-r-1037-bilhoes-em-janeiro

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