Haddad justifica aumento de imposto de importação para proteger produção nacional

Governo avalia projeto adicional para manter arrecadação do IR

© Lula Marques/ Agência Braasil.

O Governo Federal anunciou o aumento do imposto de importação sobre mais de mil produtos, incluindo smartphones e equipamentos industriais. A medida, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem como objetivo “proteger a produção nacional” e possui caráter regulatório.

De acordo com o ministro, a maior parte dos itens afetados, mais de 90%, é produzida no Brasil, minimizando o impacto direto no consumidor. Haddad declarou que o objetivo é “trazer essa empresa para o território nacional”, ressaltando que a medida visa a proteção da indústria nacional.

O reajuste, que já foi decidido pelo governo, pode elevar as tarifas em até 7,2 pontos percentuais, afetando setores que dependem de compras internacionais. A medida já está em vigor parcialmente e será totalmente implementada a partir de março.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) poderá revisar a norma, inclusive com a possibilidade de reduzir ou zerar a tarifa, caso seja necessário. Estima-se que a medida poderá reforçar o caixa federal em R$ 14 bilhões por ano, contribuindo para o cumprimento da meta fiscal de 2026, que busca um superávit primário de R$ 34,3 bilhões, com margem para resultado nulo ou superávit de até R$ 68,6 bilhões.

Além de smartphones, o aumento do imposto abrange máquinas e equipamentos como caldeiras, geradores, turbinas, fornos industriais, robôs industriais, empilhadeiras, tratores, plataformas de perfuração, navios, aparelhos de ressonância magnética, tomógrafos e equipamentos laboratoriais.

O anúncio gerou críticas da oposição e de setores empresariais, que alertam para um possível aumento de custos e impacto nos preços. Em contrapartida, o governo argumenta que a iniciativa corrige distorções e fortalece a indústria nacional.

No caso dos smartphones, o Mdic esclareceu que a medida não afeta os aparelhos produzidos no Brasil, que representam 95% do mercado nacional em 2025. Apenas 5% dos celulares são importados. Empresas como Apple, Samsung, Motorola, Jovi, Realme e Oppo não seriam afetadas, enquanto a Xiaomi, que não fabrica no país, pode ser impactada.

A decisão mantém a tarifa zero para componentes importados que não possuam produção similar no Brasil, considerada uma medida estratégica para evitar o encarecimento da indústria local.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/haddad-justifica-alta-de-imposto-sobre-importados

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