Brumadinho: Sete anos após a tragédia, ato em SP clama por justiça e reparação
© Paulo Pinto/Agência Brasil
Em São Paulo, um ato simbólico marcou os sete anos do rompimento da barragem em Brumadinho, com crianças participando de uma oficina de argila na Avenida Paulista. A ação, promovida pelo Instituto Camila e Luiz Taliberti, homenageia as vítimas da tragédia, incluindo os filhos de Helena Taliberti, que também perdeu outros familiares no desastre.
Durante o evento, uma sirene soou às 12h28, horário do rompimento, relembrando que o sistema de alerta falhou em avisar a população em 2019. Helena Taliberti expressou sua dor e a importância de zelar pelo futuro das novas gerações, enfatizando que “as crianças são o nosso futuro” e lamentando a perda de seus netos. Ela também ressaltou a necessidade de cuidar do meio ambiente e criar espaços de respiro nas cidades.
A ativista criticou a falta de responsabilização criminal pelos responsáveis pela tragédia, mencionando que “a empresa sabia que a barragem estava com problemas e que precisava de manutenção, mas não fez a manutenção adequadamente. Aquela tragédia poderia ter sido evitada”. Ela também destacou a lentidão e inadequação da reparação aos atingidos, que perderam bens e entes queridos.
Helena Taliberti enfatizou a importância da responsabilização para evitar novas tragédias, alertando que “a impunidade é a porta para acontecer de novo”. Ela também lembrou o desastre de Mariana, afirmando que “Mariana, na verdade, foi a verdadeira sirene de Brumadinho e que ninguém ouviu”. Um processo judicial ainda tramita na Justiça mineira, com 15 pessoas sendo julgadas pelo episódio.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-01/tragedia-anunciada-diz-mae-de-vitimas-sobre-barragem-de-brumadinho
