Brasil Destina R$ 2,2 Bilhões para Quitar Dívidas com Organismos Internacionais em 2025

Desequilíbrio tributário faz governo perder R$ 200 bi anuais

© José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

O Brasil destinou R$ 2,2 bilhões em 2025 para quitar suas contribuições obrigatórias a organismos internacionais, além de realizar integralizações e recomposições de cotas em bancos de desenvolvimento e fundos multilaterais. A informação foi divulgada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, em Brasília.

De acordo com o governo, a iniciativa assegurou a adimplência do país em importantes fóruns globais, regionais e setoriais. No âmbito da ONU, o Brasil honrou integralmente seus compromissos com o orçamento regular, missões de paz e mecanismos judiciais, integrando um seleto grupo de nações totalmente adimplentes com a organização. As contribuições a agências especializadas em áreas como saúde, educação, trabalho e migração também foram honradas.

O Ministério do Planejamento e Orçamento destacou que a estratégia de pagamentos escalonados ao longo do ano, combinada com o monitoramento da taxa de câmbio, permitiu reduzir custos para o Tesouro Nacional e garantir previsibilidade orçamentária. Segundo a pasta, “a regularização das obrigações reforça o compromisso do Brasil com o multilateralismo, a integração regional e a responsabilidade fiscal.”

Entre os organismos e fundos que receberam os pagamentos brasileiros estão a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Organização Mundial do Comércio (OMC), a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (FONPLATA) e a Corporação Andina de Fomento (CAF), entre outros.

A adimplência do Brasil nesses organismos, segundo o governo, garante a participação plena do país em decisões internacionais, preserva direitos de voto e influência em organismos multilaterais, permite acesso a empréstimos, doações e cooperações técnicas, e reforça a imagem do país como um ator comprometido com a cooperação internacional e o desenvolvimento sustentável.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/brasil-quita-r-22-bilhoes-com-organismos-internacionais-em-2025

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