Bolsa bate recorde, dólar recua e mercado financeiro tem dia de alívio
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Em um dia de otimismo no mercado financeiro, a bolsa de valores brasileira alcançou um novo recorde, aproximando-se da marca de 166 mil pontos. Paralelamente, o dólar americano registrou sua primeira desvalorização após três altas consecutivas, retornando a um patamar inferior a R$ 5,40.
O índice Ibovespa, principal indicador da B3, encerrou o dia com uma valorização de 0,26%, atingindo 165.568 pontos. Embora tenha demonstrado um potencial de alta maior durante a sessão, chegando a um pico de 0,56% às 15h10, o índice perdeu força no final do dia, influenciado por investidores que optaram por realizar lucros.
Apesar do cenário positivo, as ações da Petrobras, que figuram entre as mais negociadas, apresentaram um desempenho negativo devido à queda de 4% no preço do petróleo no mercado internacional. Consequentemente, os papéis da estatal recuaram 1,02% (ações ordinárias) e 0,63% (ações preferenciais).
No mercado cambial, o dia foi marcado por uma correção. Após ultrapassar a barreira dos R$ 5,40, o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,368, representando uma queda de R$ 0,034 (-0,62%). A cotação chegou a operar acima de R$ 5,40 durante a manhã, mas recuou à tarde, impulsionada pelo aumento do fluxo de recursos para o Brasil.
A liquidação extrajudicial da Reag Investimentos teve um impacto limitado nas negociações. O principal catalisador para a queda do dólar foi o alívio no cenário externo, após declarações do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sinalizaram a manutenção de Jerome Powell na presidência do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA) e a diminuição das tensões com o Irã, com a afirmação de que “o massacre no Irã cessou”.
Apesar da queda no preço do petróleo, a bolsa brasileira foi impulsionada pela expectativa de redução das taxas de juros pelo Banco Central. A divulgação de um crescimento de 1% no comércio brasileiro em novembro, acompanhado de uma desaceleração na atividade, fortaleceu as chances de uma redução da Taxa Selic (juros básicos da economia). Juros mais baixos tendem a favorecer a migração de investimentos da renda fixa para o mercado de ações.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/bolsa-volta-bater-recorde-com-reducao-de-tensoes-externas
