Corretora desaparece após ir religar energia em subsolo de condomínio em Goiás

Corretora desaparece após ir religar energia em subsolo de condomínio em Goiás

<small>Corretora desaparece após descer ao subsolo de prédio para religar energia em Caldas Novas (Foto: Arquivo Pessoal)</small><br>

A angústia toma conta de uma família em Goiás após o desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos. O sumiço ocorreu na noite de 17 de dezembro, em Caldas Novas, após Daiane se dirigir ao subsolo do condomínio onde residia para tentar religar a energia elétrica. Passados 28 dias, o mistério persiste e a falta de pistas concretas desespera os familiares.

As últimas imagens de Daiane foram captadas por câmeras de segurança do prédio, por volta das 19h. Nelas, a corretora aparece entrando no elevador, gravando um vídeo com o celular. Ela desceu até a portaria, conversou brevemente com o funcionário sobre a queda de energia e, em seguida, retornou ao elevador em direção ao subsolo. A partir desse momento, não há registros de sua saída do prédio ou retorno ao apartamento.

Segundo a família, Daiane chegou a enviar vídeos para uma amiga, mostrando o apartamento no escuro e informando que iria verificar o padrão de energia. O último vídeo, porém, não foi enviado, o que levanta suspeitas sobre o que pode ter ocorrido durante o trajeto. No momento do desaparecimento, Daiane vestia blusa preta, shorts azul e chinelos. Seus documentos pessoais e óculos de grau foram encontrados em casa, o que sugere que sua saída seria rápida.

A mãe de Daiane, Nilse Alves Pontes, de 61 anos, expressa a crescente angústia diante da falta de notícias: “Quanto mais o tempo passa, maior é a angústia. Não é possível que alguém desapareça sem deixar nenhum vestígio”. Nilse havia planejado visitar a filha para tratar da locação de imóveis durante o período de festas, mas encontrou o apartamento fechado e vazio.

O caso é investigado pela Polícia Civil, sob a responsabilidade do delegado Alex Miller. “Diversas linhas de investigação estão em análise”, afirmou o delegado, ressaltando que detalhes não serão divulgados para não comprometer as apurações. A polícia já quebrou o sigilo bancário de Daiane, sem encontrar movimentações financeiras após o desaparecimento. O celular da corretora também permanece inativo.

Um detalhe que intriga a família é o fato de a porta do apartamento ter sido encontrada trancada, embora Nilse acredite que Daiane a tenha deixado aberta. Além disso, a mãe revela que a filha mantinha conflitos com outros moradores do condomínio, que resultaram em ações judiciais. Essas informações estão sendo analisadas pela polícia para verificar se há relação com o desaparecimento.

Daiane, natural de Uberlândia (MG), residia em Goiás há dois anos e administrava seis imóveis da família. A família intensificou a mobilização em busca de respostas. Manifestações já foram realizadas em Goiás, e um novo ato está marcado para sexta-feira (17), em Uberlândia, marcando um mês do desaparecimento.

“Uma cidade 100% turística, como uma pessoa pode desaparecer assim?”, questiona Nilse.

A Polícia Civil pede que qualquer informação que possa ajudar a localizar Daiane Alves Souza seja repassada, de forma anônima, pelo Disque 197 ou pelos telefones (62) 98595-6124 e (62) 3454-6600.

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