Goiás Universaliza Acesso à Internet em Escolas Estaduais e Impulsiona Educação Digital

Goiás conecta todas as escolas públicas estaduais à Internet

Além da Internet, a política incluiu a entrega de notebooks para 100% dos professores da rede estadual (28 mil unidades) e de Chromebooks para alunos

Goiás alcançou um marco significativo na educação ao universalizar o acesso à internet nas 1.014 escolas públicas estaduais, conforme registrado pelo Censo Escolar 2024. O estado se destaca como um dos primeiros do país a atingir essa meta, consolidando sua posição como referência em políticas públicas para a educação digital.

Desde 2021, o Governo de Goiás direcionou cerca de R$ 1 bilhão para modernizar a educação, beneficiando 544 mil estudantes e mais de 25 mil professores. A iniciativa de conectividade abrange também escolas em comunidades indígenas, quilombolas e assentamentos rurais, promovendo a inclusão digital em todo o estado.

A expansão da internet nas escolas foi acelerada durante a pandemia de Covid-19, período em que o estado intensificou os investimentos em infraestrutura tecnológica para assegurar a continuidade do ensino. Como resultado desse esforço, todas as unidades escolares agora contam com conexão estável e adequada às atividades pedagógicas.

Além da instalação da internet, a política educacional incluiu a distribuição de notebooks para todos os professores da rede estadual, totalizando 28 mil unidades, e Chromebooks para alunos do ensino médio e do 9º ano do ensino fundamental, equipados com inteligência artificial, visando aprimorar o processo de ensino-aprendizagem. Atualmente, a rede de ensino dispõe de 206.034 dispositivos para os estudantes.

A secretária de Educação, Fátima Gavioli, ressalta que a conectividade é apenas o ponto de partida. “Vamos seguir investindo na formação dos professores, na entrega de dispositivos, na ampliação da qualidade da internet, sempre com o uso eficiente dos recursos públicos”, afirma.

O acesso à internet nas escolas estaduais impulsionou o uso de ferramentas educacionais baseadas em tecnologia e inteligência artificial. Alunos do 3º ano do ensino médio utilizam amplamente o aplicativo Letrus, que corrige redações instantaneamente, identifica erros gramaticais e sugere melhorias na argumentação.

A estudante Beatriz Souza Silva, de 17 anos, relata que o aplicativo “No final, o aplicativo te mostra a nota que você tiraria se fosse a redação do Enem [Exame Nacional do Ensino Médio]”, e afirma ter melhorado significativamente sua escrita.

A professora de Língua Portuguesa, Luciene Cristina de Assis, coordenadora da área de Linguagens e suas Tecnologias, destaca que o uso pedagógico da plataforma aumentou o interesse dos alunos nas aulas de redação. “Virou uma espécie de competição entre as turmas. Eles pedem para reescrever os textos porque querem melhorar a nota”, relata.

A ex-aluna Maurielle Machado, premiada na Olimpíada Brasileira de Astronomia e aprovada no curso de Física da Universidade Federal de Catalão (UFCAT), destaca que as aulas mediadas por tecnologia foram cruciais em sua trajetória. “Utilizávamos o site da NASA, aplicativos que simulavam a abóbada celeste e ferramentas que permitiam acompanhar fenômenos em tempo real”, afirma. Maurielle também participou de aulas com recursos de realidade virtual, que proporcionaram experiências imersivas em 3D, como “Vimos a Lua como se estivéssemos ali e o Sol no espaço”, relata.

Fonte e Fotos: Agência Cora de Notícias

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